Por: Helga Piçarra

O 11 de Novembro é muito mais do que apenas um feriado nacional, é muito mais do que um simples motivo para a organização de festas, é uma data que marca o renascimento de Angola. Neste dia há 39 anos atrás, Agostinho Neto declarava ‘'diante Africa e o mundo'' em Luanda, o nascimento da República Popular de Angola.

A FNLA- Frente Nacional de Libertação de Angola – foi o primeiro movimento de libertação a ser fundado em 1954, mas com o nome UPNA- União das Populações do Norte de Angola, sendo que mais tarde o ‘'N'' foi retirado passando a ser apenas a ser UPA (União dos Povos de Angola).

A UNITA – União Nacional Para a Independência Total de Angola – foi fundada em 1966 por Jonas Savimbi. Este grupo era principalmente constituído por pessoas provenientes da FNLA, MPLA e do GRAE (Governo de Resistência de Angola no Exilio).

Consta que o MPLA- Movimento Popular Para a Libertação de Angola – foi fundado no início da década de 60, constituído por vários pequenos grupos anti colonialistas. Presidido por Agostinho Neto, e Viriato da Cruz como secretário-geral (e Lúcio Lara a partir de 1962), este foi um grupo predominante para a conquista da independência de Angola.

Estes três partidos, apoiados por diferentes potências mundiais (MPLA – União Soviética; FNLA- França; UNITA- EUA) juntos lutaram arduamente para a descolonização de Angola. No entanto, o entendimento entre eles era cada vez mais difícil.

Depois da II Guerra Mundial a Europa os movimentos de libertação para as colonias africanas desencadearam-se. A Inglaterra e a França cederam a independência às suas colonias, restando apenas Portugal, o único país Europeu com territórios ultramarinos em África, devido também ao governo regente do país na altura.

Em 1974, acontece o 25 de Abril – a chamada revolução dos cravos – o que marca o fim da ditadura militar em Portugal, e a proclamação de um governo democrático. Com uma nova governação, o processo de descolonização acelerou rapidamente. Assim em Janeiro de 1975 no Algarve, o acordo de Álvor, assinado entre o governo português e os três principais movimentos angolanos (MPLA, FNLA; UNITA) estabeleciam a transferência do poder de Portugal para um dos partidos.

Assim a independência nacional foi proclamada a 11 de Novembro de 1975, pelos líderes dos três partidos em diferentes localidades. Em Luanda, por António Agostinho Neto; no Huambo por Jonas Savimbi e em Ambriz, Bengo por Holden Roberto.