Por: Redacção

Imagem: D.R.


Em Angola 72,4 por cento da população utiliza as plantas medicinais para o tratamento de diversas doenças, revela o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS).
Segundo o documento, apesar dos grandes investimentos em estruturas, recursos humanos e equipamentos, actualmente o serviço nacional de saúde cobre apenas 60 por cento da população e pensa-se que grande parte de populares nas áreas periurbanas e rurais utilizam os serviços fornecidos pela medicina tradicional.

“No âmbito do programa nacional de desenvolvimento sanitário, a prioridade será estudar a viabilidade de articulação da medicina tradicional e práticas complementares com serviço nacional de saúde de forma sustentável”, explica o documento.

De acordo com dados divulgados pela Câmara Profissional de Terapeutas Tradicionais, mais de 61 mil terapeutas tradicionais licenciados exercem actualmente a actividade em Angola, sendo que o maior número destes profissionais se encontra na província do Uíge com cerca de 14 mil.

A Câmara controla 33 mil parteiras tradicionais e uma rede de vendedoras de medicamentos tradicionais.

O Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário refere ainda que existe em Angola literatura referente, nomeadamente à inventariação e uso de plantas medicinais angolanas, assim como associação de terapeutas tradicionais nas diferentes modalidades de medicina tradicional.

Outros procedimentos da medicina tradicional como a homeopatia, acupunctura, massagens, terapias biométricas, têm sido implementados em Angola e são utilizados para a prevenção e tratamento de certas doenças.