Por: Michel Candembo 


Hoje trazemos Gamal Abdel Nasser Hussein, Presidente do Egipto entre 1956 e 1970 (ano da sua morte por ataque cardíaco).

O líder egípcio, nascido a 15 de Janeiro de 1918 em Alexandria, era filho de Abdel Nasser Hussein, um funcionário dos correios egípcios e de Fahima, mulher cuja família era oriunda do Malawi.

A sua entrada para o activismo político começou nos finais da década de 20 e princípios de 30, numa altura em que crescia no Egipto um sentimento forte de nacionalismo e contestação do regime monárquico, que era controlado pelas forças político-militares britânicas, presentes naquele país desde 1882. 

Nasser escrevia textos nos jornais escolares em que apelava à dignidade e liberdade do seu povo, demonstrando preferência por uma tendência nacionalista e pan-arabista que veio mais tarde se evidenciar no seu governo. Depois dos primeiros anos de tensão e de ter desistido de cursar direito, optou por entrar na academia militar donde atingiu a patente de coronel e se destacou em várias batalhas contra Israel e forças ocidentais em nome da soberania, facto que lhe conferiu muita popularidade e o lhe permitiu criar o ‘Movimento dos oficiais livres’.

Enquanto governante fundou a República Árabe Unida, da qual fazia igualmente parte a Síria, integrou e exerceu as funções de secretário-geral  do ‘Movimento não Alinhado’ (conjunto de países que não aceitaram se subordinar à União Soviética nem aos EUA, que eram os dois grandes blocos mundiais na altura), era de tendência socialista, por entender que ideologicamente esta era a melhor via.