Por: Lourenço Mussango


Adilson Leão é um cidadão do mundo, nascido na Matala – Huíla. Amante e fiel aventureiro da “vida”. Aprendiz de fotógrafo, inspirado pela natureza e sua diversidade. Considera-se “maluco” por uma boa fotografia, música, dança e uma infinitude de coisas “boas”.

O jovem entusiasta acredita que o gosto pela fotografia seja uma qualidade inata em si. “Sempre gostei de as fazer e com o passar dos anos tem-se intensificado, tudo fruto do amor e tempo investido na apreciação do enorme conjunto de forças que obram no universo, natureza, e retratá-las virou estilo de vida”, deu a conhecer.

Adilson Leão considera-se um aspirante a fotógrafo, sedento de crescimento, cuja missão é fazer com que o mundo veja a magia da natureza em suas fotografias. Confessou que no mundo da fotografia são muitas as suas referências. “Mas sempre que filosofa a fotografia, em primeiro lugar pensa em Jessé Manuel, José Silva Pinto, Lwiana Almeida, Germano Miele e Kostadin Luchansky.

“Sou guiado pelo brilho da luz do sol. Adoro fotografar o nascer e o pôr-do-sol”.

A diversidade angolana é o que o leva e inspira a fotografar. “Angola é um país grande e belo. É um país fenomenal dotado de uma natureza diversa e fantástica. País abençoado! Cá, temos muito de “tudo”. Desde florestas densas, deserto, serras majestosas, nascentes, super rios e cascatas espectaculares, praias maravilhosas, fauna e flora diversa e muito rica…Um povo simples, alegre e muito acolhedor”, sublinhou.

Adilson Leão, com a arte que faz, pretende transmitir leveza, paz, a poesia que a ligação entre o homem e a natureza emana quando tudo se encaixa, e o despertar da humanidade para o respeito à vida.

“A fotografia é pra mim um hobby, faço porque amo, não a vejo como trabalho e não é uma fonte de rendimento mas não descarto a possibilidade de um dia vir a ser, apesar de não ser uma ambição”, revelou.

Quando questionado sobre os nudes feitos por fotógrafos da nossa Banda, respondeu: “O nu artístico vai muito além de uma simples fotografia com o corpo despido, é preciso que se olhe para este tipo de fotografia e alimentar-se da mesma como arte. Na minha opinião, cá na Banda poucos sabem fazê-lo com a arte que se impõe, maior parte do vejo nas redes sociais remete-me apenas a exposição barata do corpo. É um formato fotográfico que requer muito cuidado na sua abordagem e poucos desenvolveram essa sensibilidade, e que no meu entender é bastante crucial para que se consiga um “nu artístico” artístico. Dos que conheço, Kkarlos Scesar é o melhor a fazer nudes em Angola”, observou.

A fotografia proporcionou ganhos significativos na vida de Adilson Leão. Permitiu-lhe ampliar o seu campo de visão sobre a existência. “Comecei a apreciar o mundo com olhos de ver e a prestar mais atenção aos pequenos detalhes que fazem a aura que compõe a atmosfera do país e do mundo”. E, por ora, a nível fotográfico, tudo o que pretende é fotografar e por meio da mesma continuar a dar a conhecer Angola e a sua diversidade ao mundo.

“Meu sonho é ver Angola se tornar no país jardim de África e um marco do turismo mundial, ser parte dessa realização, contribuindo ideias sustentáveis para o engrandecimento do turismo, bem como a sua divulgação por meio da fotografia”.