Uma manifestação contra imigrantes na África do Sul voltou a sentir-se na manhã desta sexta-feira em várias partes do país. Na capital, Pretória, houve conflitos entre a polícia e a população que forçava a entrada de um estabelecimento comercial de donos estrangeiros,  sob o pretexto de que ali se encontravam escondidas substâncias ilegais.

Em Sunnyside, uma região da cidade conhecida pelo largo número de estrangeiros- maioritariamente de países africanos francófonos, a polícia foi obrigada a formar uma barreira de protecção para proteger a população estrangeira. Os confrontos atingiram tal escala que a polícia foi obrigada a disparar balas de borracha e lançar bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes que em retaliação lançavam pedras aos agentes da ordem pública.

A polícia também teve de interditar uma via provocando aí a ira dos moradores afectos àquela região.

 De acordo com as últimas informações das quais tivemos acesso,  a hora da publicação deste texto, alguns manifestantes em Pretória encontravam-se ainda nos locais citados a entoar canções de revolta enquanto outros se espalhavam por alguns locais da cidade, tentando invadir lojas pertencentes a cidadãos estrangeiros (na sua maioria paquistaneses e indianos) quase sempre com a alegação de que são pontos de venda de drogas.

Já em Mamelodi, outra região da mesma cidade, a população organizou uma marcha à que chamou: ”Marcha Contra os Imigrantes”.  Motivando esta marcha está a acusação de apropriação de empregos, envolvimento de imigrantes com cartéis de drogas e prostituição”.

O Presidente Jacob Zuma já se pronunciou a respeito da triste situação, embora que tivesse tentado minimizar, dizendo não se tratarem de casos de Xenofobia, uma vez que a população, ” toma essa atitude por estar cansada de ver crimes sem punição a ocorrem nas suas comunidades”.