O assédio no local de trabalho continua a constituir preocupação para a juventude, sobretudo para quem pretende encontrar o primeiro emprego, há quem considere que já cresce a tendência de os decisores começarem mesmo antes da contratação, mas o que muita gente não liga, algumas não sabem e outras que se recordem, é que o assédio é crime.

“No nosso país o assédio começa mesmo antes da contratação”, refere à JdB a jovem formada em Psicologia de Trabalho, Joana Mátias, de 28 anos. Joana, que pediu para não ser publicado seu rosto, revela já ter sofrido assédio no local de trabalho. “Na verdade ainda nem era considerado o meu local de trabalho porque fui para empresa para ser entrevistada e notei logo que o senhor que me estava a entrevistar lançava o apropriado lhares pouco para o momento e para a pessoa com quem tratava”, lembra.

O momento foi constransgedor para Joana, segundo contou, “tu vais a uma entrevista para que os teus conhecimentos sejam testados e dependendo do nosso resultado, podemos ou não ser contratados”.

O código penal vigente prevê o assédio entre os crimes sexuais: “Quem abusar da autoridade resultante de uma relação hierárquica de dependência ou de trabalho, procura conter outra pessoa, por ordem, ameaça ou coerção, sofrer ou realizar um acto sexual com ele ou com os outros, será punido. Com pena de prisão até 2 anos ou multa até 240 dias”.

Em recentes declarações à Angop, a jurista Numélia Mendes considerou o assédio sexual e moral nos locais de trabalho como sendo situações “anómalas que ferem a dignidade e os direitos das pessoas”, pelo que apela às pessoas que em caso de assédio denunciem ou procurem chamar o chefe à razão sobre a conduta inadequada.