Este é um assunto que muitos desconhecem e alguns talvez já se tenham deparado com o mesmo,  afinal de contas o que é ser assexual?

A assexualidade pode ser definida como sendo uma  orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, a pessoa não sente-se atraída sexualmente por ninguém quer seja do sexo oposto ou do mesmo sexo.

A sua definição exacta ainda é fonte de controvérsias, mas já existem vários relatos relativos a um consenso em relação à mesma.

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Existe porém, um desacordo sobre se a assexualidade é uma orientação sexual legítima, ou se é apenas  confundida com a baixa libido.  Pessoas há, que  argumentam que ela cai sobre o nome de distúrbio de hipo atividade sexual ou distúrbio da aversão sexual, para os que não acreditam ser uma orientação, outras causas sugeridas incluem abuso sexual passado, repressão sexual, problemas hormonais, desenvolvimento tardio de atracção, e não ter encontrado a pessoa certa como motivos para esta prática, se assim pode ser chamada.

Os  assexuais auto-identificados, negam que os diagnósticos acima citados se apliquem a eles, outros argumentam que, porque a sua assexualidade não lhes causa angústia, não deveria ser vista como um distúrbio emocional ou médico. Outros argumentam ainda que no passado, foram feitas afirmações semelhantes sobre a homossexualidade e bissexualidade, apesar do facto de que muitas pessoas agora as consideram como orientações legítimas. Podemos então partir pelo pressuposto que uma vez que a assexualidade seja entendida ela poderá ser enquadrada como uma orientação sexual.

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Eu acho importante esclarecer que ser assexual não significa não gostar ou ser contra ter sexo, embora alguns se encaixem nessa categoria, eles simplesmente demonstram falta de interesse em estabelecer interacção sexual com outras pessoas. Os sentimentos podem continuar vivos, sendo que um indivíduo assexual é perfeitamente capaz de demonstrar carinho, afeição e ser feliz com o seu parceiro sem sentir atracção sexual.

Queremos acreditar que no fim do dia, apenas queremos sentirmo-nos bem na nossa pele, quer sejamos bissexuais, transexuais, homossexuais ou assexuais o que é realmente importante é a aceitação de quem realmente somos.