Por: Neliengue Sancho


A barragem hidroelétrica de Laúca, localizada entre as províncias do Kwanza-Norte e  Malanje, será inaugurada hoje, sexta-feira,  pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que fará também o lançamento da primeira pedra da maior barragem hidroeléctrica do país, no Kwanza-Norte.

A hidroeléctrica com capacidade de 2070 megawatts, está a ser construída pelo grupo brasileiro Odebrecht com ajuda de  outras empresas subcontratadas pela firma responsável por Laúca e conta com financiamentos do banco estatal brasileiro BNDES e prevê beneficiar cerca de 8 milhões de angolanos.

O empreendimento orçado em cerca de 4,5 mil milhões de dólares está em fase final de construção e segundo o ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, que falava ontem à imprensa a propósito da inauguração de Laúca, disse que o projecto surge na sequência da elaboração e aprovação de estratégia da segurança energética do país que vigora desde 2013, tendo como objectivo a longo prazo estabelecer a duplicação da taxa de acesso a electricidade numa cifra de mais de 14 milhões de angolanos até 2025.

Laúca é a segunda maior barragem em construção no continente africano, depois da grande represa do renascimento etíope, com capacidade geracional de energia de 6 mil MW.

Importa ressaltar que as obras de desvio do rio para a construção de  Laúca tiveram início em 2012, compreenderam a escavação de dois túneis na margem direita do Kwanza, de 14 metros e meio de diâmetro e duraram 20 meses. Cerca de oito mil e quinhentos (8500) jovens foram empregues e muitos deles encontraram aí seu primeiro emprego.

A barragem de Laúca é a terceira barragem em construção no leito do Rio Cuanza, depois de Cambambe, com 960 megawatts, e Capanda, com 520 megawatts.

Calculo-Cabaça entra para a história

Angola testemunha também hoje o lançamento da primeira pedra daquela que será a maior barragem hidroeléctrica do país, cuja primeira pedra será lançada hoje pelo Presidente da República, no Kwanza-Norte.

Prevê-se que Calculo cabeça terá 2100, 30 megawatts a mais em relação a Laúca com 2070 MW e foi identificada pelo governo angolano como uma das obras estruturantes nesta área e incluída no Programa de Investimento Público. Terá capacidade instalada de 210 megawatts em relação a Laúca.