Por: Neliengue Sancho


Duzentas e 68 pessoas morreram de Janeiro a Março vítimas de malária na província do Bié, comparativamente ao mesmo período de 2016.

O número acima referido faz parte de um total de 43.893 casos registados em várias unidades sanitárias daquela província do centro, só entre Janeiro a Março, anunciaram ontem à imprensa, as autoridades sanitárias do país.

Segundo o chefe de departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Isaías Cambissa, registou-se um aumento de mais 40 mortes, comparativamente ao mesmo período de 2016.

O responsável, citado pela Angop, avançou que têm sido executadas várias acções para a redução da doença, nomeadamente a introdução de novos medicamentos para o tratamento da malária, a principal causa de morte no país.

A distribuição de redes mosquiteiras, campanhas de sensibilização, treino do pessoal médico, pulverização de residências e o combate às águas estagnadas estão entre as acções para o combate à doença.

O governo prevê distribuir, a partir de Maio até 2018, mais de dez milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração na sua luta de combate à malária.

Em 2016, a malária causou 15 mil mortos no país, de um total de 4,276 milhões de casos, números que levaram as autoridades governamentais a considerarem uma das piores epidemias de paludismo que o país já viveu