Por: Albino Tchilanda


O músico e compositor Pedro Henriques Lisboa Santos, mais conhecido por C4 Pedro, garantiu esta quinta-feira à JdB que de agora em diante vai conciliar a actividade musical com a de palestrante.

Depois de o artista ter sido fortemente aplaudido por presidir uma palestra subordinada ao tema “Todos podemos vencer”, organizado pelo Cinfotec, Centro Integrado de Formação Tecnológica, em parceria com a Escola de Hotelaria e Restauração, situados no Talatona, em Luanda.

“ Senti que valeu a pena. Senti que consegui inspirar muitos jovens e não só. Se isto continuar assim, vou continuar a presidir palestras”, referiu.

O encontro que decorreu no anfiteatro do centro foi bastante concorrido por cerca de 400 participantes, na sua maioria estudantes, que recebiam o jovem músico de 34 anos com fortes aplausos.

O artista afirmou que todos têm um sonho e desafiou os jovens a apostarem nas suas habilidades porque, segundo entende, o único remédio para se conseguir vencer é não desistir da luta.

O cantor, que também é empresário, começou a palestra, dando testemunhos da sua vida antes da fama.

O compositor de “Tenho saudade de Angola”, sucesso que o levou a ascensão da carreira, afirmou ter começado a cantar aos 9 anos, no distrito do Sambizanga, mas nunca pensou em encarar a música como profissão.

 Depois da formação trabalhou como reparador de máquinas de café, na Bélgica, por causa do sofrimento até chegou criar barbas, basta lembrar suas primeiras aparições ao público.

Com um salário mísero que recebia do seu trabalho, teve que procurar outras formas de sobrevivência, foi então que decide apostar no seu talento musical.

Seu primeiro álbum de 2009 “foi uma verdadeira rocha” porque das 2500 cópias só chegou a vender 200 discos no Parque da Independência.

O encontro, que visou incentivar os jovens ao empreendedorismo e a descoberta de seus talentos, vai continuar em outras escolas da capital, segundo Gilberto Figueira, director do Cinfotec.

Além do tema “Todos podemos vencer”, apresentado pelo intérprete, outros temas preencheram a formação que durou cerca de 4 horas.

O jovem Osvaldo Ramos, engenheiro de 30 anos, e empresário, criador da primeira empresa angolana de software, “RamoSoft”, ao dissertar o tema “O desafio de empreender em Angola” recordou ser necessário criar um modelo para orientação profissional e os jovens deviam procurar investir em algo que eles entendem, algo em que se formaram, enfatizou.

Já a doutora Marlene Amaro, que abordou o tema “Sonhe grande e comece pequeno”, lembrou aos presentes que todo mundo nasce com um dom. Para a também apresentadora de televisão, o talento é a combinação do dom, amor, conhecimento para o alcançar é preciso ir a busca.

E aconselhou os jovens a não se sentirem fracassados pelo facto de terminarem o ensino médio ou superior e não conseguirem um emprego porque, segundo percebe, o estudo não é garantia de sucesso é preciso arriscar.