Por: Albino Tchilanda


O director do Centro de Estudo e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC), doutor Alves da Rocha, denunciou na semana passada, em Benguela, de que os seus quadros são aliciados pelas instituições públicas, o que “prejudica” a investigação científica no país, considera.

O economista, que falava sobre a diversificação da economia e estado sobre a energia em Angola, promovido pelo Instituto Superior Politécnico de Benguela, aquando  das  festividades dos 400 anos da província, revelou que o mais agravante é que a tentativa de recrutamento é feito por pessoas de destaque na Administração Pública.

“O recrutamento vem de pessoas de algum destaque na Administração Pública. Não sei se é de uma forma intencional ou aleatória. Vão ao CEIC procuram captar e atrair os investigadores que são, na sua maioria jovens, a última  pessoa que saiu era jovem”.

O investigador disse ainda que os aliciadores propõem salários que o CEIC não consegue pagar, tendo em conta o esforço empreendido na formação destes pesquisadores e, dado ao facto de sua instituição não contar com  apoio do estado, mas das instituições internacionais.

“O CEIC, além de ser uma instituição de pesquisa de mérito e com reconhecimento internacional, forma os investigadores; aumenta sua capacidade de compreensão bem como seu acervo de conhecimentos científicos. Estas instituições não gastaram na formação dos nossos investigadores”.

Alves da Rocha entende não ser justa esta concorrência, porque o Centro de Estudo e Investigação despende tempo, dinheiro e energia na formação dos seus quadros. Para o doutor, é fácil prometer 700, 800 ou 1 milhão de kwanzas, porque essas instituições não gastaram nada para a formação dos mesmos por isso, apela às pessoas que trabalham em algumas instituições públicas a não se interferir nos trabalhos da sua instituição.

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC), organismo da universidade católica de Angola para investigação, é o resultado de uma parceria da embaixada norueguesa com a universidade católica angolana, assinada em 2008  e conta com 7 investigadores que se dedicam à pesquisas de assuntos sociais e económicos do país, publicando em suas conferências anuais.