Por: Redacção


Apesar da evolução dos tempos e da cultura do nosso continente ser grandemente virada para a questão da reprodução, condições como o fomento do cristianismo e o islamismo em África, ajudam a manter uma visão meio conservadora sobre o apetite sexual das mulheres. Sabemos que é um assunto ainda tabu, porém o que se pretende discutir aqui é se nos dias actuais a situação se mantém completamente ou se mudou de paradigma. Acha que as mulheres estão mais à vontade para exprimir os seus sentimentos?, acha que a sociedade está mais aberta e não julga tanto como ante Acompanhe e dê a sua opinião.

Duas mulheres de estratos sociais diferentes, sob anonimato aceitaram falar sobre alguns dos factores que mais afectam a sua vida sexual conjugal. A primeira é bancária e diz ter uma relação sexualmente saudável com seu parceiro, uma vez que este lhe dá a liberdade suficiente para experimentar coisas novas e que desde o princípio da relação sempre foi acordado que cada um devia expressar a sua vontade livremente, pois a verdade na relação evitaria outras situações. “Temos uma vida sexual muito cúmplice e sem preconceitos, ele quer uma coisa e diz, eu também quando tenho vontade de fazer algo falo sem problemas”, confessa. “Ele me respeita como mulher e mãe dos filhos dele, nunca misturou as coisas e nunca me senti desrepeitada de forma nenhuma”, continua.

A outra é doméstica e confessa que por circunstâncias da vida e pelo dia-a-dia difícil dela e do seu parceiro, que é policia, acrescentando a isso a criação dos quatro filhos, é difícil ter uma vida sexual normal e sente-se por outro lado envergonhada em dizer ao parceiro que quer ter relações sexuais, remetendo estas apenas para os dias em que ele tem mais vontade. “Já não é como quando éramos namorados. Às vezes tenho vontade mas quase já não penso nisso e ele também não porque tem outras preocupações” revela, acrescendo que desde muito cedo aprendeu que a mulher tem que servir e entender o homem nestas questões.

Em uma publicação recente da JdB, o conhecido sexólogo Dr. Miete Sacha, alertou sobre o aumento e até uso excessivo do vibrador por parte das mulheres, muitas reacções à matéria foram no sentido de que as mulheres não se sentiam plenamente satisfeitas com os seus parceiros e por essa razão recorriam a estes métodos.

Alguns internautas chegaram a relacionar esse fenómeno com algum tipo de doença mental, mas o que se propõe avaliar no momento é até que ponto se deve aceitar a condição das mulheres enquanto seres humanos, sendo que tal como alguns especialistas afirmam “a mulher é também um ser humano e portanto um ‘animal racional’ que como todos os outros têm comportamentos biológicos comuns a sua espécie e o desejo sexual desde que não ponha em risco os direitos fundamentais de outrem, não é excepção e nem deve ser tabu ou alvo de censura”.