O dia 17 de Outubro é, desde 2000, dedicado pelas Nações Unidas a promover a consciencialização sobre a necessidade de erradicar a pobreza e a miséria em todo o mundo.

A data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a população para a necessidade de defender um direito básico do ser humano.

A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito objetivos de desenvolvimento do milénio, definidos em 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e por várias organizações internacionais.

Neste dia dá-se voz aos pobres e se unem esforços para acabar com a pobreza. O tema de 2016 é “Passando da humilhação e da exclusão para a participação: acabando com a pobreza em todas as suas formas”.

P.R. garante prioridade
 

Por altura da campanha das últimas eleições gerais, o Presidente da República, João Lourenço, chegou a lamentar a existência de pobreza extrema no país, sem deixar de o relacionar com o conflito armado terminado em 2002, mas prometeu combater essa realidade. No discurso da tomada de posse, o P.R. confirmou a continuação na luta quando diz a célebre frase: “ninguém é rico ou poderoso demais para se furtar a ser punido, nem ninguém é pobre de mais ao ponto de não poder ser protegido”.

João Lourenço assumiu, num discurso em Viana, em fase de campanha, a «prioridade do combate à pobreza», caso fosse eleito.

«Temos a tarefa de tirar o maior número possível de cidadãos da pobreza», apontou João Lourenço, apelando ao envolvimento também das instituições privadas, além das organizações não-governamentais e das igrejas.

«Todos os países têm ricos e pobres, Angola não é uma exceção. Mas, o ideal nessa divisão da sociedade é haver equilíbrio, e quando me refiro a equilíbrio quero dizer alargar substancialmente o número de cidadãos que saem das condições de extrema pobreza, que saem da condição de pobres, e que passam a integrar uma classe média», defendeu.

João Lourenço admitiu o objetivo de elevar a classe média a representar 60% da população angolana, de 25 milhões de pessoas, embora sem adiantar propostas concretas nesta intervenção.

«Uma das nossas preocupações, depois de agosto [eleições gerais], será precisamente, não digo criar, mas procurar ampliar ao máximo essa classe média angolana, à custa da redução dos pobres (…) Fazer com que a classe média seja superior à soma dos pobres e dos ricos», acrescentou.

Admitiu que o país «ficou mais pobre, as pessoas ficaram mais pobres, o país ficou mais pobre em infraestruturas», disse.