O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado a 20 de Outubro, é uma data para chamar atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de 10 milhões de pessoas no mundo inteiro.

A osteoporose é um problema silencioso, assintomático, que ocorre quando há um enfraquecimento progressivo da massa óssea. O principal objetivo da prevenção e do tratamento é evitar fraturas, que ocorrem mais comumente em locais como coluna, punho, braço e quadril. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crónicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.

Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa, são os que mais sofrem da osteoporose. No mundo para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve esta patologia. Além da idade avançada, outros fatores de risco são históricos familiares, dieta pobre em cálcio e vitamina D, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.

Entre nós, a vida sedentária que se vive actualmente por muitos angolanos, fruto do nível de crescimento do país, pode causar problemas de osteoporose, sobretudo em mulheres que iniciam a menopausa e homens a partir dos 70 anos de idade.

Especialistas entendem que a doença deve merecer atenção de todos e faz parte do processo normal de envelhecimento, sendo mais comum em mulheres do que em homens.

Sem avançar dados, um médico ortopedista angolano frisou que são muitos casos de fracturas que o hospital tem atendido, resultantes de pequenos acidentes domésticos.

“É preciso começar a praticar exercícios, assim como optar por uma dieta rica em cálcio, para que quando se atingir a idade propensa não haver problemas”, frisou o médico.