Por: Redação


As empresas cimenteiras China International Fund, no Bom Jesus, e do Kwanza-Sul (FCKS), no Sumbe, vão poder adquirir o Heavy Fuel Oil (HFO) depois do dia 10, na Refinaria de Luanda, sem necessidade de passar pela Cimangola, para que seja restabelecido o fornecimento de cimento ao mercado e consequentemente estabilizar os preços do produto.

O ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, disse em declarações  à RNA durante uma visita à Cimangola e à Refinaria de Luanda, onde constatou o grau de execução da linha de fornecimento de Heavy Fuel Oil (HFO) para as fábricas de cimento que foram obrigadas a encerrar por falta deste produto.

A linha que fornecia o HFO à Cimangola agora vai passar a abastecer as fábricas CIF e a do FCKS. “Na visita foi-nos garantido que até ao dia 10 deste mês o Fuel Oil (HFO) estará disponível para que as empresas possam adquirir. Do nosso lado está resolvido e começa um novo processo. As fábricas têm condições para o abastecimento na Refinaria. Esperamos que o processo se desenvolva”, explicou o ministro Manuel Tavares de Almeida.
O responsável espera que sejam resolvidas todas as questões para que num curto espaço de tempo seja restabelecido o fornecimento de cimento no mercado. “A Refinaria de Luanda exporta o mesmo produto, por isso não há problema nenhum, o que pode haver é alguma complicação no enchimento da capacidade das bombas, mas nós analisamos essa questão no sentido de se registar a necessidade de se reforçar o bombeamento para o enchimento dos camiões das fábricas que vierem abastecer-se aqui.

Por seu turno, o director de Relações Institucionais da Cimangola, Manuel Pacavira Júnior,  considerou positiva a visita do ministro da Construção e a sua comitiva, composta pelos secretários de Estado do Comércio e da Indústria e adiantou que continuam a produzir cimento sem problemas.
“Estamos com um nível de entrega de seis mil toneladas/dia para o mercado, apesar do número não satisfazer o mercado. A nossa capacidade máxima tem aproximadamente 120 mil sacos dia e o mercado precisa de muito mais, com as fábricas paradas as coisas ficam mais difíceis”, sublinhando  que a reabertura vai minimizar o  problema de cimento que com que se vive actualmente.

“Avisamos que estamos disponíveis para o abastecimento do combustível. Estamos abertos à negociação para acudir a situação. Ainda no mês passado estivemos com os responsáveis das empresas CIF e FCKS e dissemos que temos disponíveis 14 mil toneladas de fuel oil (HFO) prontas para serem transferidas. A  Cimangola só está a aguardar para fornecer a estas empresas”, explicou.

O director de Relações Institucionais da Cimangola acrescentou que estão a negociar com as referidas empresas. “Estamos a negociar com o CIF para fechar o contrato e a FCKS até aqui ainda não se manifestou, mesmo depois de termos mandado emails questionando qual é a quantidade de fuel que precisam e não tivemos resposta. Por mais dificuldade que haja, elas incomodam os outros, uma fábrica de cimento não se compadece com esse tipo de comportamento, tem de haver proactividade na resolução do problema. A Cimangola está sempre aberta para negociar e receber o produto”.
Mas o ministro da Construção revelou que já não haverá negociação com a Cimangola, porque as empresas poderão adquirir o produto directamente da Refinaria de Luanda. Recentemente o presidente da Associação Industrial Angolana (AIA), José Severino, aconselhou as cimenteiras a apostarem no carvão mineral para a produção do clínquer, por ser um combustível com custos seis vezes mais baixo em relação ao Light Fuel Oil (LFO).