Por: Albino Tchilanda


Ministério da Indústria alertou à população a deixar de consumir a água de mesa de marca “CLARA”, produzida no Kikuxi, município de Viana, devido o mau tratamento no processo de purificação, especialista em Engenharia Química desafia a Inspecção a visitar outras confeccionárias e levar para o laboratório outras marcas, pois,   segundo informa, a água purificada é muito mais nociva que a potável e as purificadoras em  Angola nem sequer possuem condições mínimas das universalmente exigidas.

A informação sobre as suspeitas no processo de tratamento e purificação da água “CLARA” foi confirmada à imprensa esta terça-feira através de uma nota,  depois de várias especulações nas redes sociais sobre o assunto.

E o engenheiro químico, Amilton Petrovic, em declarações à JdB, disse que a água purificada é muito mais nociva que a potável devido sua composição química e alerta às populações a estarem “de olhos abertos”.

“O facto de água estar limpa, não significa que não tem risco à saúde humana. A água purificada é mais nociva que a potável devido a composição química”, alertou.

O atraso na colocação dos reagentes químicos contribui excessivamente para que a água seja imprópria, causando efeitos colaterais futuros.

O técnico esclarece que a água “CLARA” não é a única com anomalias  no mercado. Para o jovem de 32 anos, mesmo que a água seja limpa a olho nu, do ponto de vista laboratorial contém mais impurezas do que se pensa e desafia o Ministério da Indústria a inspeccionar outras purificadoras. “O ministério deve visitar outras marcas”, aconselhou.

Por outro lado, o especialista em Química adverte às outras empresas a terem mais cuidado no uso do cloro e o sódio, porque o seu excesso pode diminuir a quantidade de PH (Chubo).

O Químico aconselha também os consumidores a observarem sempre o número de PH, quando tiverem que comprar a água. O PH, alerta o engenheiro, nunca deve ser inferior a 6 por ser o mineral mais importante em todo o processo de purificação da água.