Por: Kialongo  Matutinus

Longe de cometer qualquer suicídio que eu não possa suportar o peso hoje e no futuro, pontualizo de antemão que não estou a querer insultar ninguém ao escrever este humilde texto, ao perguntar acerca da nossa excelência, desejo resgatar o impacto da contribuição da juventude na nossa sociedade. Sim, nossa, também ainda sou jovem!.

Assim, antes de perguntar de forma generalizada, primeiramente, perguntei a mim: onde está a minha excelência? Como contribuo para o crescimento da minha terra? Surgindo diversas respostas, decidi, então perguntar de forma generalizada.

A contribuição do jovem angolano para o seu país, não é coisa de hoje, do tempo do novo presidente, é antiga. Pensemos um pouco: quem foram os homens e mulheres, que combateram para expulsar os colonos da nossa terra? Quem foram os presos do processo cinquenta? Quem são os que lutaram no 4 de Fevereiro? Quem são os que abriram as portas para as eleições? Quem são os primeiros a buscarem a revolução? E tantos outros momentos da vida de Angola.

Os jovens já contribuem para o desenvolvimento da terra há muito tempo. Apesar dos entraves existentes. Anos atrás fomos fustigados pela guerra . As estruturas sociais foram se desvalorizando ao longo do tempo, e as infraestruturas foram derrubadas, causando muitos males à sociedade. Apesar desse  cenário, os jovens estiveram e continuarão a estar lá. Contribuímos com o que podemos.

Elaboramos as nossas maquetes. Perspectivamos o futuro, desejamos alcançar metas e atingir objectivos. Lutamos para a melhoria do bem-estar social, uns mais vistos do que os outros, mas é a juventude. O impacto da força da juventude é notável.

Contudo, hoje, muito se fala da pouca capacidade do jovem de Angola. Tanto tempo a estudar, mas ainda assim é questionada a nossa excelência. Afinal, quem somos? Onde estamos? Por que estamos aqui? Qual é a qualidade da nossa frustração? Por que questionam sempre a nossa forma de reagir ao bem ou ao mal? Se estudamos, a excelência demora. Quem são os constructores das nossas escolas? Onde devemos buscar essa excelência? As nossas escolas, formam para quê?

A visão doada acerca dos jovens, muitas vezes provém de outras fontes. Especialmente daqueles que desejam perpetuar um legado que outrora fora uniforme, mas que hoje merece uma revisão adequada.

E os jovens são as melhores fontes para essa revisão audaciosa. Como dizem: a juventude é irreverente: no seu tempo, do seu jeito, da sua forma… Embora, devamos, como jovens, experimentar experiências salutares e inovadoras. Acima de tudo, é tempo de elevarmos a nossa cultura ao mais alto que pudermos.

Será que o jovem excelente é aquele que adequa-se ao conceito de ‘Maria vai com as outras?’ Ou que procura exercer de forma saudável a tal dita ‘Teoria do bajulamento?’ Não!. Jovem é aquele que procura soluções. Envolve-se, na certeza de alcançar a melhor satisfação para bem comum.

Nada remete o jovem à escuridão, especialmente, no auge do seu crescimento.

O jovem é o visionário que a sociedade procura e espera. Sem ele, nada correrá como se pretende.

Ao querer ser muito exaustivo, continuo apenas para dizer que a juventude em qualquer sociedade, e nós não somos diferentes, sempre exercerá um papel fulcral. Então, meus caros, parem de questionar a excelência dos jovens quando à vossa contribuição não é merecedora de atenção.

Então, posso dizer que a excelência do jovem está na sua vontade de querer, ver e ter uma mudança equilibrada.

Jovens: Non abbiate  paura . hic et  ubique