Por: Albino Tchilanda

Imagens adaptadas 


Um jovem Dário de Carvalho, estudante do Instituto Médio de Telecomunicações de Luanda, ITEL, desenvolveu um projecto tecnológico para prevenir as mortes por acidentes de motorizadas nas estradas, bem como os roubos das mesmas. O protótipo funciona através do uso de um capacete programado para detectar o roubo ou bloquear a motorizada caso esta esteja ser conduzida sem o capacete.

A invenção faz parte do projecto de fim do curso que  o jovem Dário de Carvalho poderá apresentar na feira anual organizada pela referida instituição que acontece em finais de Novembro. O estudante conta que o projecto é fruto de longos anos de sacrifício e dedicação.

“Vivo no Zango 4, em Viana e estudo no distrito do Rangel. Todos os dias tive que acordar às 4 para ir à escola e só chegava às 20  ou 21 em casa. Quase não dormia porque, mesmo a hora que eu chegava descansava um pouco e depois voltava a estudar até às 0h00”. “Elaborei o projecto para ajudar a minimizar as mortes por acidentes de motorizadas bem como o roubo das mesmas”, contou o estudante, em entrevista ao programa do canal da TPA, ‘Angola Magazine’ .

O capacete funciona por meio de um sistema de programação de Frequência de Rádio que converte as sinalizações em som ou ruido que serve para alertar o condutor. Depois de o motociclista colocar a chave na ignição e pôr o capacete, recebe um alerta, simbolizando que a motorizada está pronta a arrancar, a informação é recebida por meio de um dispositivo que conecta o capacete à motorizada. O circuito pára de receber informação e bloqueia a motorizada quando o condutor tira o capacete.

“Os dois circuitos conectam-se através dos RF, logo quando coloco o capacete o LED (Light Emitting Diode), que é um emissor de luz a olho nu, acende, mas quando tiro ele apaga-se e pára de enviar o sinal para o meu transmissor e a motorizada também desliga-se”, argumentou.

No sistema anti roubo a motorizada é bloqueada 10 metros depois do local do furto por meio do corte-circuito que está no capacete e bloqueia o motociclo.

Depois de três anos de sacrifício, o jovem mostra que valeu apenas ter que acordar todos os dias às 4 da manhã para percorrer os 40 quilómetros em busca do saber técnico e agora só resta-lhe a universidade, porém com o caminho percorrido já é possível continuar a alimentar a esperança da família que, diariamente, teve que gastar 1500 kwanzas de táxi para a formação do filho.