Por: Alfredo Julião


Uma ronda efectuada pela JdB em algumas escolas da capital e em conversa com estudantes e professores, pudemos constatar que nos dias de hoje os estudantes usam mais aparelhos tecnológicos para copiar em momentos de provas. Miniaturas, escritas no corpo, batas, carteiras, ou nos vestuários, até mesmo nas unhas plásticas, são outras formas criativas que alunos optam, dizem os professores.

A maior parte dos nossos entrevistados pelo menos é de acordo que copiar em exames é uma prática reprovável e prejudicial, porque a cábula só os ajuda a transitar de classe e não a aprender, tudo porque ficam dependente desta também chamada  “ajuda memória” para adquirir resultados positivos.

Por outro lado, estudantes há que acusam os professores de serem os causadores do elevado número de estudantes a enveredarem para estas práticas porque elaboram provas de memorização, ao invés de primarem pelas de compreensão.

A professora Elena Lourenço, que lecciona na escola 240, localizada no Futungo, lembrou que já apanhou muitos dos seus estudantes a cabular usando tecnologias inovadas, tais como: telefones, relógios digitais, auscultadores, “claro, sem esquecer os outros métodos como, miniaturas, escritas no corpo, batas, carteiras, ou nos vestuários, ate mesmo nas unhas plásticas isso para as meninas, apesar do controle empreendido pelos professores, estas práticas que em nada ajudam os estudantes, diz a docente.

Devido os inúmeros casos de cábula, a professora adoptou o método de elaborar provas orais para diminuir o índice de ajuda memória electrónica em provas.

Augusto Sebastião, professor do Colégio ‘Glória’, localizado em Viana Km 14, salientou que as novas tecnologias fazem bem para quem faz bom uso delas, por outro lado está a causar inúmeros males a juventude, considera o professor, lembrando que já apanhou vários estudantes “anulei provas e privei o telemóvel só devolvi após o encarregado vir até ao colégio, isto para que os estudantes tomem consciência do mal que estas práticas podem causar, e no sentido de desencorajar quem pretende praticar tal acto”.

Por outro lado as formas como alguns professores elaboram as provas obrigam a que os alunos acorram às famosas ajuda memória.