Por: Redacção


Três ex-funcionárias da Google, da Alphabet, entraram na justiça nesta quinta-feira, 14, sobre a empresa  pesam as denúcias de tecnologia de discriminação contra mulheres em pagamentos e promoções. As autoras da acusação são uma ex-engenheira de software do Google, uma ex-especialista em comunicação e uma ex-gerente que atuou em vários cargos na sede da empresa em Mountain View.

As ex-funcionárias alegam que a Google paga menos para mulheres do que para homens com trabalhos semelhantes na Califórnia, e atribui às funcionárias trabalhos que são menos propensos a promoções.

A ação colectiva  foi aberta num tribunal de San Francisco (EUA), surge  num momento em que a Google enfrenta investigação por preconceito sexual pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

“Enquanto o Google tem sido um inovador tecnológico líder no setor, seu tratamento com as funcionárias não condiz com o século 21”, declarou a advogada das mulheres, Kelly Dermody.
A porta-voz da Google, Gina Scigliano, negou as acusações. Segunda a mesma as decisões de emprego são tomadas pelos comitês de contratação e promoção e são examinadas “para garantir que não há discriminação de gênero”.

“Se vemos discrepâncias ou problemas individuais, trabalhamos para corrigi-los, porque a Google sempre procurou ser um ótimo empregador para cada um dos nossos funcionários”, disse.
A investigação do Departamento do Trabalho decorre de uma auditoria de 2015 no qual afirma ter descoberto lacunas salariais baseadas no gênero entre os funcionários do Google.