Por: Redacção

Depois de exigirem a retirada do poder ao presidente zimbabwiano, Robert Mugabe, que governa há 37 anos, o exército daquele país dá uma moratória de 12 horas para o chefe de Estado abandonar a presidência. Com esta decisão Robert Mugabi, de 93 anos, deve apresentar o pedido de demissão, caso contrário as tropas do Zimbabwe poderão usar da força para retirar o poder, que o líder da ZANU-PFo ocupa desde a independência, em 1980. O antigo vice-presidente, Emmerson Mnangagwa é apontado para o seu suceder. informou ontem uma fonte ligada ao exército.

Mas se isso não acontecer, por iniciativa da própria ZANU-PF ( partido de Mubabe), a Assembleia Nacional, que reabre hoje as portas, vai receber e agendar a discussão do pedido de “impeachment”, que deverá demorar mais de um mês.

Seja qual for a decisão do Parlamento, Robert Mugabe tem sempre a possibilidade de recorrer para as instâncias judiciais, arrastando assim o desenvolvimento do processo que poderá respeitar todos os prazos legais.

Entretanto, na semana passada o chefe das Forças Armadas, o general Constantino Chiwenga, condenou a demissão do vice-presidente do país, e avisou que o exército poderia “intervir” se não acabasse a “purga” dentro do Zanu-PF, partido no poder desde a independência do Zimbabué, em 1980.

O  porta-voz da ZANU-PF, Patrick Chinamasa, lendo as as resoluções finais da reunião do Comité Central, referiu que vão correr dois processos em paralelo. Um para destituir Robert Mugabe de Presidente da República e outro para processar judicialmente a esposa,  Grace Mugabe em companhia de dez outros ministros indiciados nos crimes de corrupção e abuso de poder.

“Vamos fazer tudo para preservar a figura de Robert Mugabe, mas é preciso que ele esteja interessado em beneficiar dessa nossa intenção”, apelou a Patrick Chinamasa.