Por: Kialongo Matutinus


A morte não é um assunto fácil, sobretudo para as crianças, por isso há uma certa dificuldade por parte dos entequeridos em abordar o assunto ante às diversas questões que elas fazem/farão.

A dor da perda de entequerido é sentida por qualquer pessoa. A falta que sentimos revela uma ausência que não é suprida com facilidade. Imaginemos as crianças que perdem os pais. Falar-lhes sobre o assunto é doloroso.

Nos últimos dias, estive a pensar bastante no assunto. Como nós em Angola lidamos com essa situação? Que ferramentas utilizamos para atender as necessidades de uma criança que perde os seus progenitores? Especialmente se estiver na fase da adolescência. Aí o cenário deve ser bem montado, pois pode vir a causar muita revolta na criança. Por isso, o recomendável é falar a verdade. Ademais, o nosso jeito africano (angolano em particular) de ser pode ser uma grande muleta nesses momentos. A educação das crianças deve ser vivida tendo em conta as diversas fases da vida. É necessário educar a criança ensinando-lhe que o homem: nasce, cresce e um dia morrerá.