Por: Redacção

Imagens: Santo César


A 5ª edição do festival de Rock-n-Roll da Catumbela, em alusão ao 6º aniversário da mesma enquanto município, encheu os olhos dos espectadores amantes do estilo (e não só) na província de Benguela. Uma organização da Soba Catumbela, o evento contou com dois palcos, respectivamente o palco rock e o palco mundo nos dois dias de festival.

A nossa equipa teve a oportunidade de acompanhar a comitiva de artistas, apoio técnico e imprensa, desde a partida de Luanda até chegada em Benguela, onde os responsáveis pelo evento receberam-nos com um jantar de boas-vindas e hospitalidade “característica das pessoas da Catumbela”, tal como disse um dos organizadores enquanto discursava.

1º dia de evento: 
Os Afogados, banda nativa da cidade, fizeram as honras iniciais, e Luwawa, que esteve no palco mundo, foi o responsável pela segunda performance da noite. Confessou que este era apenas o segundo espectáculo de grande dimensão da sua carreira, o que “correspondeu às expectativas” . “E é sempre muito fixe estar aqui”, referiu o artista.

Zé Beato, um dos rockeiros de maior performance em palco, cantou sobre “o homem nu com a faca no bolso a fumar um ‘boy'”, uma das músicas mais aplaudidas por conta da irreverência da letra. Sobre o PQP, a sua letra mais explícita e de maior sucesso nos últimos tempos, “eu não censurei o refrão, apenas quis ver a reacção do público, e eles acabaram por cantá-lo por mim”, disse.

Boto Trindade, Teddy Nsingui juntamente com os elementos da Banda Maravilha partilharam um pouco dos seus longos anos de experiência musical no palco mundo.

“Sou um cidadão de África, e não coloco a questão no facto de ser desta província. Claro que ao pisar os pés na minha terra natal, há a questão da força astral, e pretendo trazer uma música que faça com que as pessoas aqui se identifiquem. Há algum tempo que não sou convidado para um festival com essa dimensão e espero dar o meu melhor”, disse Ndaka-Yo-Winny natural de Benguela, um dia antes da sua actuação.

Eva Rapdiva fez uma actuação completamente acústica em que misturou os seus sucessos já consagrados com músicas novas.

A banda queniana Rish trouxe um estilo que remete à mistura do rock com algum estilo tradicional da África do leste, que depois evoluiu para um rock de grave mais pesado, com a melancolia característica de grandes clássicos que interpretou. Em conversa com a nossa equipa, a vocalista principal fez saber que “não tinha noção que seria tão bem recebida e haveria pessoas tão interessadas na minha música. Se pudesse vinha para cá todos os meses (sorriu)”.

Jorge Rosa foi o último a subir ao palco mundo, animou igualmente o público com a sua música tradicional angolana.

Josias, baterista da banda ‘Projectos falhados’, a última do palco Rock, disse ter ficado surpreendido com o aconchego que recebeu o pessoal local, sendo que o mais justo é tocar de modo agradá-los.

“É sem sombra de dúvidas o maior festival de rock em Angola”, considera Luís Fernandes.