Por: Michel Candembo


Uhuru Muigai Kenyatta, presidente do Kenya, nascido aos 26 de Outubro de 1961, foi eleito em 2013, em representação do partido ‘Jubilee Party of Kenya’. É da etnia Kikuyu (de origem Bantu), recebeu esse nome por ser um termo em Swahili que significa liberdade, muito em razão de ser filho do nacionalista queniano Jomo Kenyatta, considerado o pai daquela nação.

O estadista começou os seus estudos na St. Mary’s School de Nairobi e concluiu no Amhrest College nos Estados Unidos da América, de onde regressou para o Kenya, abriu um negócio de exportação agrícola e ingressou para a vida política onde se tornou ministro pela primeira vez em 2001.  Dada sua inexperiência política, foi substituído do seu cargo e em 2002 concorreu para presidente do seu país, onde perdeu para Mwai Kibaki, por uma grande margem, tendo depois se tornado líder da oposição no parlamento, em 2007 apoiou o candidato Mwai Kibaki, e se tornou primeiro ministro do seu governo, em 2008, como parte de governo de coalizão, numa sequência de tensões pós-eleitorais que gerou quase mil mortos e levou Uhuru a ser julgado em 2013 pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

Em 2013, um pouco antes de ser julgado pelos crimes dos quais foi acusado nas eleições passadas, Uhuru torna-se no quarto presidente queniano e vê o seu processo em Haia ser retirado por insuficiência de provas. O seu maior rival, Raila Odinga, contestou os resultados eleitorais em 2013, e voltou a fazê-lo agora nas eleições de 2017, sendo que nestas últimas o tribunal supremo considerou válidas as provas de irregularidades e decidiu remarcar as eleições no país dentro do prazo de 60 dias, tendo ocasionado um facto inédito em África e muito raro em todo mundo, gerando um alvoroço de opiniões e movimentações cívicas, onde o partido na situação pressiona no sentido de haver maior celeridade para a remarcação do processo, enquanto os apoiantes de Odinga festejam pelas ruas do país e afirmam que dessa vez alcançarão a vitória.