Por: Neliengue Sancho.
Fotos: Leni Staff


A neurologista Adalgiza David sublinhou ontem que a falta de hábitos de leitura e exercícios físicos na juventude representa fortemente um factor de risco para o Mal de alzheimer, das formas mais comuns de demência e atinge pessoas com idade avançada. A especialista explicava numa comunicação feita no Magistério Primário, em alusão à consciencialização da doença.

Em alusão ao dia Mundial da Consciencialização sobre a doença de alzheimer, que se comemorou no passado dia 21 de Setembro, aconteceu na manhã de ontem, quarta-feira, uma palestra com o tema: Alzheimer: o elo perdido da memória.
Segundo a prelectora, psicóloga Alzheimer

Adalgiza David sublinhou que “todos nós, enquanto jovens representamos factor de risco de Alzheimer a partir do momento que não praticamos exercício, não lemos (exercício mental), quando temos péssimos hábitos de alimentação (referindo-se especialmente aos fritos)”, esses estilos paulatinamente vão permitir que a vítima venha a esquecer com facilidade as coisas, refere a especialista.

Como forma de prevenção da incurável doença, a especialista explicou ser importante a prática de exercícios físico e mental (leitura), e também trocar a posição dos móveis dentro de casa.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afecta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Sem avançar números das vítimas em Angola, a especialista frisou que as estatísticas relativas à doença  aumentam e preocupam, sendo o Mal de alzheimer uma das principais causas da demência, doença que atinge 47,5 milhões de pessoas segundo a OMS, e que tem 7,7 milhões de novos casos a cada ano.

Segundo a neurologista, a idade é o principal factor de risco da doença de alzheimer, cuja prevalência em Angola é semelhante à dos restantes países europeus, e o tratamento é feito para controlar os sintomas e evitar o agravamento da degeneração cerebral provocada pela doença e inclui o uso de remédios como Denepezila ou Memantina.