Por: Redação


A presidente da Associação Nacional dos Albinos, na Huíla, Paula Evaristo, denunciou na terça-feira, no Lubango, casos de pais que recusam a paternidade de filhos que nascem com o albinismo.

Em declarações à Angop, a propósito do dia mundial de consciencialização do albinismo (13 de Junho), a responsável informou que o gabinete jurídico da associação já registou, este ano, mais de dez casos do género, situação que a preocupa, tendo desde já encaminhado os casos ao tribunal provincial da Huíla, uma vez que constitui fuga à paternidade e discriminação racial.

Para contrapor estes casos, a responsável informou também que a associação tem realizado campanhas de sensibilização sobre o problema do albinismo na sociedade e algumas pessoas  têm acatado, porém, há quem invoca questões culturais para justificar a resistência.

“A nossa organização vive também com problemas de aceitação, pois quando os albinos se formam ou mesmo vão a procura de emprego são tratados com pessoas estranhas e não têm merecido a mesma atenção que as pessoas de cor negra ou branca”, frisou.

Paula Evaristo sublinhou ainda que o albinismo requer muitos cuidados, pois não devem estar exposto ao sol, devem ter um tratamento especial, mas isto não tem acontecido por não existir condições para tal, uma vez que maior parte deles são de famílias pobres, por isso, segundo referiu, é importante que os albinos tenham um acompanhamento diferenciado e especial por pediatras, dermatologista e oftalmologista, pois são propensos a diversos tipos de doenças e em diferentes partes do corpo, pelo que recomendou que toda ajuda é necessária.

O dia 13 é celebrado o Dia Mundial da Consciencialização do Albinismo, que é a incapacidade de uma pessoa produzir melanina, filtro solar natural e que dá cor à pele, cabelos e olhos.