Lina Alexandre é cantora, socióloga e deputada, começou sua carreira musical no Uíge, aos seis anos, na então igreja aglicana, fundada pelo pastor Alexandre Domingos, seu pai. Conta com três obras no mercado e está a preparar a quarta, que tenciona intitular “Mostra a cara”, em homenagem ao recém falecido irmão, Cananito Alexandre.

Em entrevista à Neovibe, Lina Alexandre revelou que uma das participações do álbum, que pretende lançar este ano, é a cantora Ary e ainda manifestou estima a todos os músicos angolanos, “se escolher músicos na nossa praça estarei a trair meus sentimentos, porque gosto de todos eles da mesma forma”, reforça.

A artista, que vem de uma família de músicos, está a trabalhar na quarta obra discográfica, tendo já editado “luzingo malembe” em 2000, “kiluvive” em 2008, o DVD “Lina Alexandre em concerto” em 2010 e agora trabalha junto com Ary no quarto, agora prestes a nascer o “Mostra a cara” em homenagem ao irmão,  Cananito Alexandre, também músico, que teve grade influência na carreira musical de Lina, deixando o mundo dos vivos em Janeiro deste ano.

“Me leva só” é uma das canções que fará parte do novo trabalho da mulher que nasceu em Junho de 1964, no Uíge, onde aos seis anos começou a cantar na então igreja anglicana  do norte, fundada pelo pai, Alexandre Domingos, onde seis anos depois fez parte de um dos primeiros grupos gospel em Angola, Os Peregrinos, e posteriormente do trio Alexandre com os irmãos. Em 1989 venceu o “Pé no palco” concurso realizado na altura pela Rádio Nacional de Angola, para descobrir novos talentos.

Lina Alexandre é também deputada e socióloga. Confessa que um dos momentos mais felizes e importantes da sua carreira e que guarda com carinho é o ano 2006, quando acompanhou a selecção de futebol ao mundial da Alemanha.

Entre outros, conta com o prémio revelação, diva  do povo, diva da sociedade e da preservação da cultura nacional, entretanto, para Lina, dentre todos os prémios que recebeu “o melhor é com certeza o carinho do público que me encoraja a continuar a representar a nossa cultura, são crianças, jovens, adultos e mais velhos, este é melhor de todos os prémios”.

“Nas minhas músicas apelo à prática do amor, amor ao marido, ao filho, ao mais velho, ao próximo. Temos que voltar ao primeiro amor”, defendeu alegando ser muito crítica em relação às mensagens que transmite nas suas músicas, procurando passar uma mensagem de amor.