Por: Redacção

Imagens: D.R.


Preocupada com o estado dos locais de pesquisa em Luanda disponíveis para os estudantes, a Jovens da Banda visitou algumas instituições de pesquisa das mais famosas da capital para saber mais sobre as mesmas, desde a mais antiga da África subsaariana à mais moderna infraestrutura. Falámos também com estudantes, que nos trazem, a partir do seu ponto de vista, o retrato dessas infraestruturas para investigação.

A Mediateca 28 de Agosto, próxima ao largo das escolas, as condições das instalações nos pareceram melhores que outras instituições. Ao chegar tratámos um cartão ao valor de mil  kwanzas, que nos dá acesso a todas as Mediatecas do país durante doze meses, de segunda a sábado com excepção aos feriados. No cartão constam a foto e os dados do visitante, podendo o mesmo, assim que entrar, receber a chave de um cacifo para guardar alguns objectos como Tablets, computadores e outros que são proibidos dentro das salas de pesquisa.

Logo à entrada, à esquerda é a porta da sala de conferências, cujos preços da sua utilização estão descriminados na mesa de atendimento disponível, e uma das responsáveis pelo atendimento explicou-nos sobre todos os serviços oferecidos pela instituição.

Ao subirmos, informaram-nos que os computadores podiam ser usados por apenas uma hora por cada pessoa, depois de a mesma cumprir um tempo de espera que acaba assim que um dos computadores esteja vago. O serviço de internet, entretanto, é lento. Os mictórios (WC) estão todos equipados com autoclismo e água corrente, porém alguns frequentadores insistem em não cumprir as regras básicas de higiene, mesmo com todas as condições disponíveis para o fazerem.

Na Biblioteca Nacional, no Largo dos Ministérios, junto da Televisão Pública de Angola. Aberta das 8h às 15h de segunda à sexta-feira tem o acesso igualmente grátis, excepto para aqueles que queiram usar a internet no cyber, que para efeito pagam uma quantia simbólica de 100 kwanzas por hora. A responsável pelo fornecimento de dados estava reunida aquando da nossa visita, mas aproveitamos para entrar numa das salas de consulta e (pareciam-nos ser duas) procuramos saber a avaliação dos estudantes em relação à qualidade da biblioteca. Gisela Teixeira, 17 anos de idade, estudante do Instituto Médio de Economia de Luanda, disse não ter queixas e que prefere estar ali em detrimento dos outros espaços de leitura, por ser um lugar calmo e com material de pesquisa suficiente para a ajudar nos trabalhos escolares. “Aqui é calmo, principalmente no período da manhã, então aproveito para ler e quando preciso uso o cyber, que também ajuda muito por causa do preço”, observa.

A biblioteca do Governo Provincial de Luanda, sita na baixa de Luanda, foi a primeira que visitámos e vimos alguns utentes, pesquisadores de prestígio no país, que consideram ser um sítio de “muito proveito” para eles, uma vez que, além de a consulta dos livros ser gratuita, o acervo é um maiores do continente, uma vez que esta é, segundo os historiadores, a biblioteca africana mais antiga a sul do Saára, fundada a 3 de Dezembro de 1873.

A biblioteca da União dos Escritores Angolanos, apesar de não poder suportar muitos frequentadores ao mesmo tempo, é também um espaço gratuito que visitamos e encontramos muitos estudantes de instituições de ensino do largo das escolas (local onde a mesma se situa). Um dos estudantes falou-nos  ainda da biblioteca do centro cultural ‘N’Jinga M’bandi’, que não tivemos o prazer de visitar mas que pelas informações, fica na rua C5, bairro Nelito Soares, distrito do Rangel e se acredita ser a primeira biblioteca do pós independência em Angola.