Por: Albino Tchilanda

Imagem: Lenin Staff


A faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto conta desde quinta-feira com os primeiros laboratórios de Ensaio Mecânico, Refrigeração e Transmissão de calor e Energia Renovável. Os equipamentos vêm suprir as debilidades dos estudantes nessa área, uma vez que muitos deles depois de 5 ou 6 anos de formação universitária não conseguem responder as exigências do mercado, segundo considerou o Director Executivo da empresa patrocinadora dos meios, Eagly Boiê à JdB.

“Nós vemos a educação como o pulmão de um país, por isso pensamos em  ajudar o governo angolano com esses equipamentos para ajudar os estudantes formados nessas áreas, uma vez que muitos deles quando chegam à nossa empresa encontram muitas dificuldades”, contou.

O apetrechamento com os equipamentos pode colocar as universidades angolas a competir com as instituições internacionais, mas para que isto aconteça é preciso formar os professores, já que  sua maioria não tem domínio das aulas práticas para colmatar esses problema a empresa patrocinadora do projecto prevê contratar em breve técnicos noruegueses para formar os professores angolanos.

“Vamos fazer uma parceria com o governo norueguês para nos enviar técnicos e estes vão instruir os professores angolanos. Isto está para breve”, adiantou.  

Eagly Boiê revelou ainda à JdB que desde 2002 que sua organização opera em Angola a maioria dos engenheiros angolanos procuram por vaga poucos conseguem passar no teste prático, por isso pensaram em ajudar o governo angolano na formação dos estudantes universitários a perceber a engenharia básica, como por exemplo, perceber como funciona o processo de combustão e refrigeração e só assim deixarão de importar quadros no estrangeiro.

“Queremos que  Aker solution deixe de importar engenheiros,  passe a contar com os técnicos angolanos”, realçou como desafio.

O equipamento avaliado em  5 milhões de dólares poderá suprir as debilidades dos estudantes nas áreas de Engenharia de Minas, na especialidade de petróleo a aprenderem como se processar as composições de energia renovável e refrigeração dos aparelhos de fotovoltaicas bem como como no ramo da Mêcanica e Engenharia Civil.

Apesar de os equipamentos estarem prontos para serem usados ainda não poderão entrar em funcionamento por falta de técnicos angolanos qualificados, informou Eagly Boiê.

Firmino Chiquengue é Engenheiro e  técnico de laboratório e tratamento de mineiro da universidade Agostinho Neto há mais de 18 anos. O especialista explicou à JdB que com a entrada em funcionamento destes equipamentos os estudantes poderão compreender melhor tudo que aprendem com os manuais, mas aconselha a aumentarem a carga horária das aulas em laboratório. 

“Com os equipamentos já será possível mostrar aos alunos como se produz a energia eólica, ou energia proveniente do vento através de medidores do vento e placas de arrefecimento, mas é preciso aumentar a carga horária, porque 1h30 minutos de aulas práticas não é suficiente”

O resultado dos processos de produção da energia fotovoltaica  poderá dar lugar a energia eléctrica  e os estudantes vão constatar isso na prática, sublinhou o engenheiro e técnico, Firmino Chiquengue.

O que se pretende é expandir o projecto para as demais universidades do país, mesmo  sem revelar para  quando, o responsável adiantou que o  próximo passo será a contratação de professores estrangeiros

especializados para ajudar a formar e facilitar o processo de transferência de conhecimentos outros angolanos.