Texto :

Michel Candembo 


 

Três jovens estudantes na província de Benguela realizaram um experimento de fim de curso pelo Instituto Médio Industrial de Benguela (IMIB), em que criaram um robô orientado por controle remoto, com o qual venceram na feira provincial do inventor. As meninas contaram-nos um pouco sobre como foi o processo e quais foram as maiores dificuldades que enfrentaram até aqui.

Laumília Mutute, de 18anos, Claudina Cândido, 18 e Sílvia Marques, 17, conhecem-se desde tenra idade, porém algum tempo depois separaram-se em razão dos estudos, voltando a encontrar-se na 10.ª classe, onde começaram a trabalhar no tão desejado projecto. 

“Na décima classe, nós éramos colegas e vimos que nos diferenciávamos dos demais, pois queríamos fazer algo para o projecto final que ainda não tinham feito na escola. Não queríamos repetir o projecto de ninguém, nem melhorar nenhum”, disseram. 

No princípio da execução do projecto, a maior dificuldade que encontraram, segundo contaram, foi a ausência repentina do professor, de nacionalidade vietnamita, que seria o tutor, mas que teve seu contrato prescrito e voltou para a terra natal. As meninas não viram neste percalço motivo suficiente para desistir, e escolheram Pedro Chiquete, outro orientador que as acompanhou devidamente até a conclusão. 

Depois da euforia de terem sido campeãs do concurso, veio o balde de água fria, “disseram-nos que iríamos para a Alemanha, fizeram-nos preparar todos os documentos e receberam, mas a viagem nunca existiu. Só vimos já os outros angolanos na Alemanha pelo jornal”, contaram-nos com tristeza. 

As jovens realizaram a defesa e acabaram com 17 valores. Continuam os seus estudos superiores em Benguela e não desistiram do sonho de dar vôos mais altos em prol do desenvolvimento científico de Angola.