Texto: Michel Candembo


Em consequência de vários factores sociais, é cada vez maior o número de mulheres que tomam as rédeas e garantem a educação dos seus filhos, sem que para isso necessitem de um parceiro. Duas jovens contaram um pouco sobre como tem sido essa experiência.

 Aline Borges e Aline Sufela são duas mães solteiras que aceitaram o desafio de partilhar a experiência com a JdB, sendo que muitas outras recusaram-se mexer na ferida.

 Alexandra Borges separou-se do pai da sua filha por estar grávida e o mesmo não ter pretensão de assumir as suas responsabilidades. Hoje é mãe solteira, vive apenas com a sua filha e contratou uma rapariga de confiança para cuidar da mesma enquanto trabalha para o sustento de ambas. 

 Aline Sufela, por sua vez, contou que apesar de se tratar de um grande desafio, tem a ajuda da sua mãe e do parceiro actual e conta ainda com a participação do pai do seu filho, que apesar de tudo continua a apoiar no que é essencial. 

 A figura da mãe solteira é um fenómeno já tão comum na sociedade actual, que muitos analisam não mais como sendo um problema, mas sim como sendo um modelo diferente da família convencional, que é legítimo desde que a mãe em causa seja capaz de salvaguardar todos os direitos do menor. 

 Além da necessidade de relação afectiva que toda criança deveria ter com ambos os progenitores, a questão da paternidade acarrecta ainda outro problema na medida em que quase todas as mulheres vivem essa situação e aceitam falar abertamente sobre ela, dizem que é muito mais difícil quando é apenas uma pessoa a encarregar-se financeiramente de uma família e em razão disso veem-se obrigadas a dobrar esforço para poderem fechar as contas do mês, sendo que muitas vezes não conseguem.