Por: Redação


 

presidente do Comité Provincial da Mulher Sindicalizada em Benguela, Helena da Silva, esta segunda-feira, chamou a atenção das mulheres para que estejam cada vez mais unidas em torno do combate ao assédio sexual e moral no local de trabalho, de modo a coibir essa prática.

A responsável falava no acto de apresentação dos resultados do I Encontro do Comité Nacional da Mulher Sindicalizada, que decorreu em Abril último no município do Bocoio, com a participação dos comités provinciais de Benguela, Bié, Kwanza Sul, Huambo, Luanda, Namibe e Huíla, considerou que as mulheres no activo são particularmente vulneráveis ao assédio sexual e moral.

Helena da Silva defendeu, em declarações à Angop,  a luta do Comité Provincial da Mulher Sindicalizada para banir esse tipo de acção no sector laboral.

Para a sindicalista, o assédio sexual no local de trabalho também constitui uma forma de violência que geralmente afecta a mulher trabalhadora e, por isso deve ser combatido em parceria com os sindicatos.

A responsável defendeu que é preciso banir todos os estereótipos ligados à descriminação, tendo ainda sublinhando a necessidade de prestar maior atenção à protecção social do trabalhador no local de trabalho para a salvaguarda dos direitos, como subsídios de reforma e de funeral e ainda licença de maternidade.

Helena da Silva referiu que a estratégia do Comité Provincial da Mulher Sindicalizada em Benguela é levar cada vez mais esse diploma ao conhecimento das empregadas domésticas a fim de que os direitos dessa franja social sejam salvaguardados, como férias, reforma e subsídios de Natal e Maternidade.

Convidada a falar sobre o assédio sexual no local de trabalho, a psicóloga Maria Muteba ressaltou que, a pretexto da crise, algumas mulheres tendem a demonstrar comportamentos desviantes, como uso de roupas indecentes, o que as torna susceptíveis ao assédio sexual e moral no local de trabalho.

Por esta razão, a também presidente do sindicato provincial dos enfermeiros de Benguela disse ser imperativo sensibilizar as mulheres jovens e adultas a moderar suas atitudes de forma a prevenir o assédio sexual ou moral no local de trabalho.

Maria Muteba pediu, de igual modo, aos comités da mulher sindicalizada a diversos níveis a criarem parcerias com psicólogos clínicos para resolver situações de assédio sexual.