Por: Neliengue Sancho

É muito comum nos dias de hoje encontrar casais que moram em cidades, países e até mesmo continentes diferentes mantendo a relação amorosa,  muitas vezes funciona porque a internet ajuda em grande medida na aproximação das pessoas, porém, nem sempre dá certo, principalmente para o lado masculino, que segundo especialista, os homens são muito mais visuais do que as mulheres, isso leva-os a dividir a fidelidade em duas partes: sentimento e sexo, mas há casais que superaram a distância no período de 3 a 5 anos.

A conselheira de casais, Cárita Celedónio, explicou que os homens são mais visuais e é o único ser humano que consegue dividir o sexo do sentimento.
“Um homem pode amar loucamente uma mulher e fazer sexo com outra mulher ao mesmo tempo”, revelou acrescentando que é diferente da mulher que é fiel no sentimento e no sexo quando ama um homem.
“Quando um homem diz que é fiel ele está a confirmar a fidelidade dele no sentimento e não no sexo porque para os machos o sexo é um exercício fisiológico, é como se fosse se masturbar porque ele consegue separar isso”, explicou a terapeuta.
Algumas pessoas que mantêm relações à distância confessaram que não é fácil, mas é possível acontecer.
Para Francisca Pedro foi “muito difícil” porque havia traições durante os anos que ficaram longe um do outro.
“Entre Angola e Espanha pairava uma vontade de beijar, abraçar, sair junto, olhar nos olhos e outras coisas e muito mais e enquanto eu sofria com isso a outra pessoa fazia onde estava” ou seja, seu namorado morava na Espanha enquanto se formava e Francisca cá ficou à espera dele.
Segundo a jovem, o mais importante além do sentimento é a vontade de ficar com a pessoa, o resto passa por uma aceitação e oração.
Gilson Candeeiro estuda na República Popular da China e viu seu relacionamento a acabar 1 ano depois. Contou que por ele estava tudo bem e podia aguentar o tempo que fosse, porém, sua ex-namorada via as coisas de outra maneira e, por isso, pediu que colocassem um ponto final. “Tudo começou com a diferença de horários entre Angola e China, depois foram surgindo outras situações até que um dia resolvemos acabar tudo”, lembrou.
Hoje o estudante entende que foi melhor porque “se está difícil manter uma relação debaixo do mesmo tecto, imagina estando em continentes diferentes?”, disse sorrindo. Nisto, arranjou outra moça angolana também estudante na China.
Há casais que conseguiram sobreviver a isso, porque acreditaram em si e na sua vontade de ficar junto da outra pessoa. A internet foi uma boa ferramenta porque serviu de meio de comunicação fazendo vídeo-chamadas e enviando fotos e vídeos segundo relatos de Márcia.
Ela e Otávio também tiveram muitos problemas durante 5 anos, mas contam que tudo foi possível porque cada um confiou no outro e hoje já estão casados.