Há glamour nos dramas e sofrimento da popularizada hipersexualidade.

Tornada mediática por intermédio de algumas músicas de cariz sensual, a ninfomania, doença classificada no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) como uma disfunção sexual não causada por transtorno ou doença orgânica, está relacionada ao comportamento psicológico e sua origem pode se dar por relações mal resolvidas referentes à sexualidade ou possível iniciação prematura à vida sexual.

Também chamada de apetite sexual compulsivo, transtorno do desejo sexual hiperactivo, compulsão sexual, hipersexualidade ou apetite sexual hiperactivo, esta condição afecta de 3 a 6% da população mundial, e a maioria dos afectados são homens e isto atribui-se às influências culturais. O nível de presença da doença psiquiátrica é alto, o que evidencia a sua característica compulsiva.

Diferente do que muitas pessoas pensam esta patologia nos homens toma o nome de satiríase. O “doente”, tende a apresentar compulsividade ao acto, elevado desejo sexual, controle inadequado dos impulsos e aumento da frequência sexual, o que causa prejuízos à vida do mesmo.

Esta doença, sem razões biológicas, não está ligada a harmonia sexual. As ninfomaníacas e os satiríacos, não sentem prazer sexual, pensam em sexo desde o primeiro minuto que acordam, associam-no em diferentes vertentes, têm relacções ocultas e ocasionais, não usam protecção, na sua maioria e não conseguem dominar o vício.

Diversos pesquisadores tentam conceituar o termo, o que ele engloba e o que não se aplica. Conforme o director do Programa de Sexualidade Humana da Universidade de Minnesota, Eli Coleman, em sua obra “Is your patient suffering from compulsive sexual behavior?”, a hipersexualidade apresenta subtipos. São eles: sexo compulsivo com múltiplos parceiros, com um único parceiro, fixação compulsiva na obtenção de um parceiro inatingível, masturbação compulsiva, e compulsão por múltiplos relacionamentos afectivos. Já Martin Kafka, psiquiatra norte-americano especializado na área, acrescenta em um de seus artigos o vício por pornografia e sexo virtual no espectro da doença.

A vida amorosa destas pessoas é afectada pela intranquilidade que a condição pode causar em possíveis parceiros, que se sentem ameaçados pela possível busca de satisfação em outros lugares. A vida social é comprometida quando a busca por novas oportunidades de sexo acabam por gerar isolamento dos círculos de amizades já estabelecidos.

De um modo geral, a ninfomania e satiríase não são coisas boas. E sim, estes termos são usados de forma imprópria.