Jéssica dos Santos


 

 

O grupo de teatro Horizonte Njinga Mbande apresenta esta sexta-feira, às 20h30, no auditório da escola homónima, em Luanda, a peça teatral “A sogra”, para comemorar o Dia Internacional da Família, assinalado na segunda-feira.

A peça “A Sogra” voltará a ser exibido sábado e domingo, no mesmo local e com a mesma obra, em duas sessões, às 19h45 e às 21h30, a peça retrata a história de Paula, casada com Mauro, que tem de aturar a sogra que o acha um incompetente. 
Durante aproximadamente uma hora, os espectadores vão assistir as peripécias da relação conturbada entre o genro e a sogra, que pretendem desfazer-se um do outro.

Em declarações ao Jornal de Angola, um dos membros do grupo, José Galiano, frisou que a peça procura abordar um relacionamento à base do interesse por coisas materiais, onde a sogra nunca aceitou a opção da filha, por se ter casado com um jovem humilde e de poucas possibilidades financeiras”.
O que o grupo pretende com a peça é fazer com que as pessoas reflitam sobre o problema do materialismo que vai conquistando o seu espaço, particularmente nas sociedades conversadoras, remetendo os bons hábitos e costumes a segundo plano.

Segundo José Galino, as escolhas são para ser respeitadas, razão pela qual o Horizonte Njinga Mbande quer mostrar ser importante continuarmos a resgatar o espírito de companheirismo, cordialidade e, essencialmente, primar sempre pela solidariedade entre os homens”.

O grupo Horizonte Njinga Mbande procura adaptar a peça um pouco sobre a realidade angolana, de forma a ajudar os espectadores a compreenderem o papel social e cultural da família numa determinada comunidade.


O grupo, explicou, que já tem um vasto repertório composto por dramas e comédias, no qual se  destacam peças que procuram analisar não apenas o quotidiano, mas uma função pedagógica, no sentido de contribuir para a mudança de comportamento entre os angolanos, particularmente entre os luandenses.


As peças “Casado sem casa”, “Insoje o sonho”, “O casal”, “O alfaiate”, “A sogra”, “Gipalo, a doença da traição”, “O padrasto” e “O tribunal dos sonhos”, destacou, são um pouco o reflexo daquilo que tem sido o papel interventivo do grupo na sensibilização dos cidadãos para esses problemas da sociedade.