De um tempo a está parte elaborei uma série de artigos em volta de assuntos que me afligem e hoje pude perceber que os mesmos artigos estão co-relacionados razão pela qual convido o caro leitor a ler cada um dos artigos e deixar o seu ponto de vista.

Nesta senda abaixo segue-se os títulos de cada um dos artigos da série que já foram publicados no portal por forma a facilitar a busca:

1- Homem Alfa, uma espécie em via de extinção;

2- O poderoso e perigoso vínculo que une os filhos às suas mães;

E o mais recente:

3- Pais permissivos, Filhos mimados, Adultos tiranos – um perigo para sociedade.

Desde já peço a vossa maior atenção ao texto e agradeço a todos os leitores em nome da Revista, é graças a vocês que nós existimos.

Dizem os psicólogos que a mente humana tem a capacidade de aprender quando é instruída, bem ou mal.

O filho tem a estimação no aprender para melhor adaptação ao meio. O mesmo acontece com os animais domésticos e os adultos.

Mas o artigo de hoje está virado apenas para a relação entre pais e filhos e sua repercussão no futuro dos últimos.

Quando se trata de criar filhos, é prática comum rotular os pais como bons e maus.

A meu ver, não se trata de pais bons ou maus apenas de pais preparados e atentos versus pais despreparados e desatentos.

Os desantentos normalmente são os que buscam a todo custo a felicidade dos filhos e esquecem-se que, o que torna os filhos felizes nem sempre os prepara para serem adultos corajosos e comprometidos.

Quando mergulhei na literatura para buscar um conceito sobre pais permissivos eis que encontrei uma frase, “pais permissivos demais criam filhos tiranos”, foi aí que percebi que não adianta dar um conceito de pais permissivos sem antes saber em que circunstâncias um pai é permissivo demais.

Em termos resumidos os pais são permissivos demais quando:

– Realizam todos os anseios dos filhos;

– Recebem ordens dos filhos;

– Não estabelecem limites;

Podemos olhar para uma criança mimada e pensar “pesar de quem o pariu“!

Podemos preguejar, berrar…Todavia, e sem invalidar o valor reparador de um bom praguejar, o mais útil será talvez olhar para os factores por detrás deste mimo dos filhos, para ter visibilidade sobre o que é possível fazer para mudar. É aí onde os pais começam a ser questionados. Assim como o próprio Estado.

Verdade seja dita, as leis contemporâneas acabam, muitas vezes, por colocar os pais numa situação de impotência. Tudo por causa dos famosos estatutos que aos poucos tem vindo a  ganhar corpo na nossa sociedade e que acabam por amedrontar ou depredepreciar os país.

Hoje o pai não pode mais dar umas palmadas no filho que aparecem logo órgãos a defende-lo e a invocar os estatutos da criança, longe de ser apologista da violência e dos maltratos a crianças, prática que condeno com veemência mas, umas palmadas nunca fizeram mal a ninguém e muitos que hoje são pais cresceram e aprenderam com esse método e tornaram-se homens e mulheres de sucesso.

As crianças e adolescentes hoje sem nenhum pingo de medo, respeito já não digo, fazem e desfazem porque ninguém repreende e se o porventura alguém tentar intervir lá aparecem os pais enfurecidos a dizer “o filho é meu, educo-o como quizer”.

Por isso nos dias que correm, ninguém repudia e ainda mais quando se trata de filhos de gente de classe alta, os ditos Chefes.

A pergunta que paira no ar é: o que será da nossa sociedade daqui a mais alguns anos?

Quando pais que ao serem chamados a intervir porque o filho aprontou tem na mania de defende-los e há outros que afirmam “mas, não lhe falta nada”…certeza disso?

Talvez é por não lhe faltar nada ou seja, por ele ter tudo de mão beijada que seu filho é uma dor de cabeça.

Papás e mamãs um filho que rouba, faz e desfaz, não respeita a figura do pai e da mãe é porque de facto falta alguma coisa. Certo?

Portanto, o pais têm de fazer mais, têm de estar municiados para fazer mais, têm de ser severos e verdadeiros fiscalizadores, é bem verdade que muitos têm uma agenda sufocante cheia de compromissos mas não podem apenas bancar com as contas. É preciso fiscalizar, saber com quem o seu filho anda, estabelecer limites e regras necessárias, fazendo com que a criança reconheça a autoridade dos pais, ensinar valores como respeito, honra e tantos outros e por último punir adequadamente sempre que necessário.

Só assim conseguiremos salvar os filhos de serem adultos tiranos e um filho bem encaminhado é sempre uma valia para sociedade.

Então, querido leitor, papás e mamãs, dêem mais de si, sedes não apenas pais do pão mas também pais do pau, o que se tem vindo a fazer até agora, sem querer generalizar, claramente não chega.

Não foi sem intenção que a engenhosa natureza uniu a doçura do mel ao ferrão da abelha.