Por: Adalmira Ekuikui
Imagem: Santos César

Édmio Flávio Fernando tem 30 anos. Natural do Lubango, aos 19 anos, o jovem teve que trocar sua terra natal por Luanda a procura de formação universitária. Na capital angolana, Édmio  enfrentou várias dificuldades, desde a falta de casa e, até já passou fome, para beneficiar os estudos. Hoje Édmio é formado em Direito e trabalha no Gabinete Jurídico do Ministério da Indústria e ambiciona ser político como o vice-presidente Bornito de Sousa.

Depois de ter passado infância na província do Namibe, o jovem desloca-se para Lubango e é lá onde vive a adolescência. A vontade de fazer o superior obriga-o a deslocar-se à Luanda. Já na capital do país, em 2010, começa a frequentar o curso de Direito.

“No primeiro ano vivi com um tio. As dificuldades de habitação fizeram-me arrendar uma casa e aí comecei a ser homem. Tive que passar dias à fome para pagar a faculdade. Sempre admirei a educação do Doutor Bornito de Sousa. Quero ser um politico como ele, manifestou-se.

 À  JdB o jovem revelou que a paixão por Direito surge por influência da família que, na sua maioria, formou-se em Ciências Sociais. 

Com o espirito da juventude nas veias, Édmio, ambiciona participar do progresso e desenvolvimento do país de uma outra forma ” mesmo que seja fazer politica”, revela.

A inspiração no vice-presidente da República, deve-se à educação integral e o seu posicionamento como político.

Agora Orgulhoso com a sua trajetória, Édimio só vem somando sucesso atrás de sucessos.

Apesar de considerar-se do interior o jovem da banda, nunca pensou em por pôs frente os vícios da bebida ou da droga, antes apostou nos estudos e hoje trabalha como técnico da Justiça, no Gabinete do Ministério provincial da Indústria. 

Sempre com intenções de ajudar Angola a crescer, agora deseja estar no centro de decisão do país, por isso procura diariamente sementar o seu futuro que acredita esta a bom caminho.

Para si é necessário se criar modelos para os jovens porque, crê, muitos dos modelos ao anteriores encontram-se falidos.

“os jovens precisam se reconstruir e se restruturar. Os jovens precisam ter um projecto de vida. Os mais velhos que antes serviam-nos de exemplo, hoje estão falidos”, lamentou.