Por: Redacção


Pesquisadores norte-americanos realizaram experiências com ratos e puderam observar que animais alimentados com tomate apresentam menos tumores cancerígenos de pele ao serem expostos à luz ultravioleta.

Os especialistas ainda não conseguiram desvendar o que provoca esse efeito, mas acredita-se que o carotenoide, substância presente no alimento natural e responsável pela sua coloração vermelha, está por trás disso. Segundo a equipa de investigadores, o achado pode ser utilizado para potencializar o tratamento e a prevenção contra a doença oncológica.

O estudo, publicado recentemente na revista “Scientific Reports”, foi realizado com base em investigações conduzidas na Alemanha. Na experiência, voluntários que comeram alimentos ricos em carotenoides, como pasta de tomate, durante 10 semanas, e depois expostos a uma dose de raios ultravioleta, sofreram menos irritação (vermelhidão) na pele do que os participantes que não seguiram a dieta proposta.

“Isso demonstra que comer tomate pode alterar a inflamação da pele após uma queimadura solar. Essa foi uma interessante observação biológica. Achamos o tema interessante e resolvemos investigar porque esse alimento parece fornecer esse tipo de protecção, algo que ainda não foi bem compreendido”, explicou ao ‘Correio Braziliense’ Jéssica Cooperstone, uma das autoras do novo estudo.

Na experiência, os pesquisadores alimentaram ratos com uma dieta que continha 10 por cento de pó de tomate durante 35 dias.

Após essa etapa, os roedores foram expostos aos raios ultravioleta. “Usamos um modelo de carcinoma de queratinócitos, anteriormente denominado de cancro de pele não melanoma”, diz Jessica Cooperstone.

Embora não ache que os alimentos sejam remédios e que possam curar enfermidades, Jessica Cooperstone revela que sempre pensou que o que se come tem a capacidade de modular o risco de as pessoas desenvolverem doenças.