Por: Redacção 


O presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur de Almeida e Silva, na sua intervenção no primeiro painel de debates ontem na abertura do II Congresso sobre futebol nacional, que analisava a caça de talentos e formação, observou que talentos no país existem, falta é quem os vai tirar de onde se encontram para as academias.

No debate de ontem, na abertura do II Congresso sobre futebol a decorrer até esta sexta-feira numa das salas de cinema do shopping Avenida, o treinador de futebol dedicado na formação dos mais pequenos, Carlos Queirós, sugere que as entidades aproveitem os vários ex-futebolistas, que estão no desemprego, para se dedicarem no scouting e formação dos mais jovens talentos. Carlos Queirós aproveitou elogiar o trabalho de qualidade que a Academia de Futebol de Angola tem desenvolvido, mas lamenta que estas poucas, como também a dos clubes: 1º de Agosto, Petro de Luanda e ASA, só estão em Luanda, pelo que já seria o momento de se levar também as infraestruturas para as outras províncias.

O experiente sugere a busca de técnicos de qualidade estrangeiros para dar formação aos antigos jogadores e, por conseguinte, estes formarem os meninos, para contrariar o que acontece: os expatriados darem directamente formação aos mais jovens, o que não contribui para o desenvolvimento do aspecto formação. Carlos Queirós não tem dúvidas de que se se procede desta maneira, “é possível fazer grandes clubes de futebol”.

O antigo internacional angolano Fabrice Alcebiades Maieco ‘Akwá’ reforçou o apelo do professor, defende igualmente a abrangência de escolas de futebol pelo interior, reprovando a tendência de se esquecer o resto do país, o ex-craque deu exemplo de si próprio, que saíu de Benguela para actuar no exterior, “sem passar por Luanda”.

Um dos factores que a antiga estrela apontou, que está na base da decadência do nosso futebol é a falta de amor dos técnicos para as formações, o que contrasta com os entusiastas de outros tempos, que colocavam o salário em segundo plano, “muitos treinadores fazem por salário, poucos por amor”, observou.