Por: Redacção

 

O ex-basquetebolista angolano Jean-Jacques da Conceição considera que o principal problema do jogador angolano é consumo de bebidas alcoólicas, disse em entrevista à rádio 5, no domingo passado, extrato recuperado da página do Facebook do jornalista Mateus Gaspar, que reflectia em torno da entrevista do ídolo da selecção nacional.

Na entrevista em que o ex-internacional angolano abordava sobre suas posições críticas em relação ao desporto doméstico, chegou a mostrar que sua integridade continua a lhe custar caro perante os órgãos do poder no país, por exemplo, foi descartado por um  dirigente desportivo por criticar a escolha de um treinador.

Para o ex-craque, o consumo de bebidas alcoólicas é um dos principais problemas do desporto angolano porque “o álcool reduz as proteínas, mata as células e o atleta joga uma semana, outra semana está lesionado”, explicou. Deu o exemplo de Sabonis, com quem jogou várias vezes, “ele não foi mais longe por causa do álcool. Tinha 2.15 e corria como um atleta de 1.90, saltava como um atleta 1.90 mas o álcool acabou com ele”.

Falou também dos contratos dos atletas, “grandes contratos”, disse, “ainda estamos longe do profissionalismo. O atleta chega meia-hora atrasado no treino e não lhe acontece nada. O treinador tem medo do atleta. Nos contratos não se estabelecem metas. O atleta é contratado, se a média de pontos na equipa anterior é 18 pontos e 10 ressaltos/ jogo aqui pode ser de 16-8/ jogo senão tiramos 25% do teu salário. Aqui não há isso, por isso é que vês no fim do jogo o atleta perdendo ou ganhando está contente, não lhe acontece nada. Se lhe tocarem no bolso, a atitude muda. O mesmo com os dirigentes, devem cumprir metas, se não conseguirem podem ir embora. Se for assim as coisas vão mudar”, refere.

Jean Jacques justificou também porque é que não tinha um cargo na FIBA África ou FIBA Mundo já que todos os grandes jogadores do seu tempo ocupam altos postos nestas organizações e muitas vezes perguntam por ele quando cruzam com angolanos. “Os angolanos têm um grande problema, não gostam de ver o angolano igual a subir, ficam com inveja. Sem apoio interno não se vai a lado nenhum, eu desde sempre notei que não tinha apoio”. “É assim desde 1975.”, recorda.