Por: Kialongo Matutinus


As vontades, em muitos casos, em Angola, são erigidas à categoria extrema do egoísmo. Fala-se, escreve-se e vê-se tanto problema na nossa sociedade, mas as soluções são poucas, às vezes invisíveis.

Há falta de: água potável, luz eléctrica, saneamento básico em condições, locais públicos saudáveis para conviver, coragem para se abordar muitos assuntos, compreensão no trânsito e em muitos assuntos da vida, etc.

Ouvimos, lemos e vimos que os debates na Assembleia da República serão transmitidos em directo. Depois de tanto tempo, santa obra! Nunca soubemos ao certo o que impedia a transmissão de tais debates. Lembro-me que nos anos 97,98 e 99 os debates eram transmitidos na TPA. Nós, naquela altura crianças, ficávamos à espera (às vezes com raiva) que terminasse o Parlamento (era assim que chamávamos) para assistirmos os tais bonecos que nos divertiam. Ora, houve um interregno na transmissão dos debates. O que andaram a fazer durante esse tempo todo? Os problemas resolvem-se melhor com ou sem transmissão?

Os deputados são representantes do povo. De acordo com censo populacional, hoje somos 24 milhões: (- se me permitirem esse cálculo). menos os 220 deputados que nos representam, sobramos 23.999.780 pessoas que vivem nesta terra. Neste caso, eles, os senhores deputados têm a missão impossível de resolver os nossos problemas. Pronto! Não é tarefa fácil. Contudo eles têm o poder, e devem exercer para conseguir suprir tais necessidades. Nós precisamos!

A transmissão dos debates não retira de modo nenhum a importância da/na resolução dos problemas acima citados, sem esquecer que são antigos, muitos deles já existem desde o momento que os debates deixaram de ser transmitidos.

Urge a necessidade de explorar melhor as ideias e que haja discussões de verdade sobre a verdade.

Um dos problemas que agudizam a cada dia na nossa sociedade que particularmente gostaria de ver a ir em debate é a POBREZA/MISÉRIA. Penso como os senhores deputados procurariam ou encontrariam fórmulas para resolver tal situação. Esperamos (posso falar em nome de todos) que tudo corra bem e que Angola saia a ganhar nesta nova Legislatura. BEM HAJA ANGOLA!