Por: Kialongo Mattutinus

Imagem: D.R.


Angola é um país com uma extensão territorial extensa. Por canta disso, muitos assuntos atingem o cume da complexidade ( as vezes sem motivos aparentes) a velocidade da luz. Como sempre, e muitos apercebem-se disso: – os assuntos ditos importantes, são debatidos sempre nos bastidores, ou em gabinetes dos nossos irmãos que assumiram a responsabilidade de encontrar uma solução-resposta para o povo.

Assim sendo, somos herdeiros de uma cultura vasta e rica. Ao longo do tempo a ideia é preservar os monumentos históricos e etc, há pouco a cidade de Mbanza Kongo foi reconhecida como Património da Humanidade, ficamos todos muito felizes. É um marco para o nosso país. Simplesmente. Entrelinhas, fica a questão do aprendizado das línguas. Pelo menos em Mbanza Congo ainda podemos encontrar muitos irmãos falando o Kikongo, isso é muito bom e acrescenta valência para o país. Mas onde aprendem a falar? Em casa, claro! Com os avôs ou avós e os pais.

Há um tempo a questão estava estritamente ligada à introdução das línguas nacionais no curriculum escolar. Para mim, o assunto poderia ser resolvido, introduzindo a língua nacional mais falada em cada província no curriculum escolar. Em Luanda, por exemplo, independentemente da emigração que houve, todos deveríamos aprender o Kimbundo na escola e aperfeiçoar em casa ou com outra pessoa que fale a língua. Não podemos, simplesmente olhar para a mortificação que algumas delas estão a passar.

Se houver poucas pessoas falantes das línguas estaremos a perder parte da nossa identidade como angolanos. Com certeza, uma parte de nós estará a mercê de um passado que é agora previsto.

Uma dificuldade foi apontada: é difícil escolher uma língua porque em Angola fala-se muitas. Pelo menos, nas regiões as línguas devem ser difundidas. É importante que aconteça esse resgate. As gerações futuras devem encontrar uma Angola mais unida nestes termos.