Por: Albino Tchilanda


A fraca política habitacional em Angola é apontada como a principal razão que leva os jovens angolanos que depois de formados no estrangeiro conseguem vaga para leccionar na diáspora não voltem à Angola. Os jovens dizem sentir-se frustrados por não poderem partilhar seus conhecimentos com seus compatriotas angolanos e pedem ao governo a revisão da politica habitacional, segundo revelou esta semana, o presidente da Organização Nacional de Apoio e Inserção de Estudantes Provenientes do Estrangeiro, Sebastião Kiakumbo.  

 
Sebastião Kiakumbo fez tal revelação durante uma entrevista na rádio Ecclesia, que falava sobre sua organização. Aquele responsável disse que o núcleo que dirige recebe diariamente várias manifestações dos jovens professores angolanos no estrangeiro que pretendem voltar para a terra, mas que veem-se obrigados a ignorar suas intenções por causa da política das habitações.
 
“São vários os jovens que foram estudar no estrangeiro que agora dão aulas, mas me perguntam sempre onde poderão viver, se as casas em Angola são tão caras”, reportou.

Desde a sua fundação, em 2013, a organização que funciona como porta-voz para o mercado de  dos jovens angolanos formados no estrangeiro tem recebido tem recebido e respondido várias preocupações desse grupo, mas o problema ora levantado tem deixado o líder muito preocupado por não saber como resolver.
 
A O.N.A.I.E.P.E, segundo Sebastião Kiakumbo, surgiu para mediar os problemas da juventude angolana formada na diáspora porque, lembra, depois da sua formação em Contabilidade, passou por várias dificuldades de inserção no mercado angolano e, por isso, em companhia de outro jovens criaram a organização. Com mais de 9.705 membros distribuídos em 38 países é tida como mediadora entre os estudantes as empresas sedeadas em Angola.

Dos jovens formados no estrangeiro, o que menos encontra espaço no mercado angolano são os engenheiros, principalmente os ligados à área de Geologia e Minas, revelou, ao contrário dos médicos, que são os mais requisitados, por isso Kiakumbo deixa um pedido ao novo governo: o enquadramento desses jovens, porque para ele ao enviar os jovens para o estrangeiro, o antigo governo fez sua parte e espera do novo o enquadramento.
 
“O presidente José Eduardo dos Santos já nos formou e fez a sua parte, agora  João Lourenço tem que nos enquadrar”