Por: Albino Tchilanda


Apesar de já começarem a receber  os salários de um dos dois meses em atraso, os professores do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), em Luanda, que leccionam no período pós-laboral, não recuam da decisão de  paralisar as aulas, por tempo indeterminado, a partir das 18 horas de hoje (segunda-feira), segundo informou à JdB Domingos Manança, coordenador do Núcleo Sindical dos professores desta instituição.

 
A greve, inicialmente anunciada por causa dos salários em atraso dos meses de Agosto e Setembro, bem como  o não pagamento dos subsídios de cargos de chefia e coordenação, poderá prolonga-se até que a direcção decida cumprir com estas observações.
“Desde ontem que venho recebendo chamadas dos colegas, dizendo que já estão a receber os ordenados do mês de Agosto, mas não retiramos a decisão da paralisação”, informou o sindicalista.

Os professores, segundo contou o responsável sindical,  começaram a verificar os seus salários desde a última sexta-feira, mas ainda  nem todos os funcionários foram contemplados, pelo que exigem à Direcção do ISCED o cumprimento dos pontos apresentados na carta.
O académico lembrou que na semana passada a entidade patronal reuniu com os professores, mas  não se chegou a nenhuma conclusão, porque a equipa de concertação não ouviu a comissão sindical, o que considera um “desrespeito”.
“Tivemos a última reunião na sexta-feira, mas a Direcção não ouviu sequer a comissão sindical. Não estavam reunidas as condições para a reunião, é um desrespeito à comissão”, considerou.
 
E o psicólogo e respeitado professor Carlinhos Zassala lamenta a atitude da Direção da faculdade, mas adianta que são os valores do ensino superior nocturno que têm suportado as despesas de limpeza e manutenção dos materiais gastáveis das instituições do ensino superior, porque, as verbas que o Ministério dá não é suficiente.
 
“É lamentável a situação, mas é preciso salientar que são os orçamentos do ensino nocturno que ajuda na compra de papeis, impressoras para a instituição. O dinheiro do Ministério não chega para nada”, revelou.
 
Os salários dos professores do ensino superior pós-laboral não vêm do Ministério do Ensino Superior, mas assim das respectivas direcções e os professores que leccionam neste período são tidos colaboradores.