Por: Redação

Imagem: D.R.


Dez mil 113 casos de doença mental foram registados no 1º semestre do ano em curso nas províncias da rede integral de saúde mental, nomeadamente Luanda, Huíla, Huambo, Benguela, Malanje e Cabinda. Apesar de ser criada a rede, a coordenadora do programa de Saúde Mental, da Direcção Nacional de Saúde Pública, Massoxi Vigário, constata que seu departamento tem vindo a verificar que o quadro de saúde mental tende a crescer.

A informação foi prestada esta terça-feira pela coordenadora do programa de Saúde Mental, da Direcção Nacional de Saúde Pública, Massoxi Vigário, em declarações à imprensa,  no âmbito do Dia Internacional da Saúde Mental que se assinala a 10 de Outubro.

Segundo a responsável, o maior índice de prevalência registou-se no sexo masculino, realçando o facto de que a população aos poucos está a ganhar consciência de que se pode tratar e prevenir os diversos casos nos diferentes níveis e permitir que  os funcionários de saúde façam uma  intervenção precoce, constituindo esta uma vantagem que permite a  recuperação da vítima e se evite que passe para uma enfermidade crónica ou grave.

Massoxi Vigário referiu que a cura do doente mental depende do tipo, do nível ou estado do paciente, do meio em que se desenvolve, desde que o tratamento seja adequado e houver apoio familiar e afirmou que inserção laboral e social, entre outras razões, contribuem para a recuperação ou reabilitação do mesmo.

Informou que  de  2014 a 2016 se passou de oito unidades sanitárias com  serviços de psicologia clínica e equipas de saúde mental para  35 unidades espalhadas  por  todo o pais.
“Temos verificado que o quadro de saúde mental no país tende a aumentar, apesar de se ter criado, em 2013, uma rede de saúde mental”,  frisou.

Para saudar o dia, hoje, dia 10 e amanhã, 11 de Outubro, estão a ser abordados temas como “saúde mental no trabalho“, “ prevenção e atenção de stress laboral”,  “ motivação  como factor  de aumento de produtividade “ e  “boas práticas,  atenção a saúde mental e emocional dos trabalhadores”.