Por: Lourenço Mussango


Paul Macluv é um artista nascido em Luanda há 29 anos. Formado em Direito pela Universidade Metodista de Angola. Considera-se romântico incorrigível, apaixonado, inventor de sonhos e adaptador de realidades. É músico, compositor e quando dá pelo nome de Paulo Pinto trabalha em consultoria jurídica.

O jovem considera-se um artista “bastante” inovador, “muito versátil”, acessível à novas tendências. Disposto a empreender, afasta-se de rótulos musicais, pois entende que na arte não existe limites e nem perfeição.

“A música faz parte de mim desde muito cedo. Cresci num meio em que todos eram viciados por música, uns cantavam, outros tocavam e outros eram verdadeiros ouvintes. Então era comum dar por mim a cantar em qualquer lugar”, seguiu dizendo que o gosto pela composição surgiu por meio das letras musicais que “roubava” para enamorar as garotas, “com o tempo passei a sentir que não bastava copiar, que aquelas letras não eram suficientes para manifestar o que sentia, daí passei a escrever os meus textos. O sucesso foi maior. Tinha até cadernos de versos que davam pra ser vendidos”, sublinhou sorrindo.

Amante e a favor da multiplicidade musical, apesar de gostar de vários géneros e estilos musicais, Paul Macluv  é apaixonado por Rap e Rnb. É com o Rap que mais trabalha. “Maior parte das músicas que faço pertencem ao género Rap. Mas é normal que me ouçam a droppar num Zouk ou Semba, por exemplo, quanto a composição, não há limites”, observou.

Por ser ecléctico e ouvir de tudo um pouco produzido em Angola e na diáspora, Macluv é influenciado por muitos artistas, dos mais variados estilos, dentre eles importa realçar Tito Paris, Eduardo Paim, Jay-Z, Racionais MC’s, Expensive Soul, Ana Carolina, Seu Jorge, Dengaz,Valete, R. Kelly, Alexandre Pires, Eminem, Gabriel o Pensador, SSP, O2 e The Gift.

Paul Macluv é co-fundador da MINAMB Recordz, produdora musical fundada em 2011. A iniciativa deriva dos “ambientes” que um grupo de amigos, que se reunia com frequência  para confraternizar, organizava. “Éramos chamados de ‘Ministério do Ambiente’. Na altura eu, Pablo, Jackes, Mauro Sérgio e Carina organizávamos ambientes festivos e foi-se juntando mais pessoas, sempre com o intuito de nos divertirmos. Os ambientes tinham a particularidade de envolverem rodas de música, violão, pandeiro, freestyle e todos cantavam. Tendo em conta que muitos de nós tinham já laços com a música, juntou-se o útil ao agradável, montamos um home-estudio dos ‘Di’ (Pablo e Jackes), onde foram feitas as primeiras músicas comigo. Ao longo do tempo foram-se juntando mais amigos como o Valds, Cleff, Kiece, que contribuíram para a solidificação da MINAMB como produtora musical”, fez saber.

De momento a MINAMB Recordz está a trabalhar na divulgação da sua imagem, o que tem levado a apresentar seus artistas ao público. Tem avançado com várias gravações, no final serão seleccionadas algumas faixas para a apresentação do projecto ‘MINAMBER BOYZ’. E a 4 de Agosto, sexta-feira, Paul Macluv pretende disponibilizar para download seu tema musical inédito intitulado ‘Vício do Tchillo’.

“’Vício do Tchillo’ é uma música dedicada à diversão. Feita em um estilo fora dos padrões em que as músicas actuais têm sido produzidas. Tem um instrumental peculiar e uma sonoridade ímpar. A música resume-se à estória de um jovem que apesar de trabalhador é viciado em tchilo”, explica, “um verdadeiro boémio que não dispensa uma única sexta-feira, mesmo tendo uma namorada que lhe tenta impedir. Ele encara a diversão como o remédio certo para tantos dias de trabalho”, acrescentou  que o resto da música acaba por realçar o ego que uma noite de festa com os amigos pode causar.

Segundo Paul Macluv, num mundo em que as pessoas vão-se tornando cada vez mais depressivas e afastadas uma das outras, é necessário que exista mais amor, união e confraternização. Diz ser essa a mensagem que a sua música carrega. “Quero poder ver que a minha música é capaz de juntar as pessoas, atravessar fronteiras, servir de auto-ajuda, apaziguar e criar relacionamentos. Quero que, de certa forma, a minha música seja associada a vida dos outros, quero ser ouvido e lembrado pelo que faço” concluiu.