A relação entre irmãos de pai ou mãe diferentes é posta muitas vezes em causa em função das barreiras que vão surgindo. Embora haja quem tenha boas relações com os irmãos como, mas o afecto quase inexistente, para outros, os irmãos são “piores inimigos”. Psicóloga aconselha os pais a procurarem por psicólogo caso não consigam gerir os conflitos em casa.

Evaristo Mutunda tem sete irmãos de pai por causa de algumas circunstâncias da vida cresceu longe deles, não considera a relação que tem com os irmãos como sendo boa, mas por não ter havido convivência, a falta de afecto é evidente, “a nossa relação é boa, mas o nosso afecto é pouco, porque não crescemos juntos, nos conhecemos já adultos”, explicou.

Analtina Benguela descreve a relação que tem com os irmãos como sendo de ódio, ” com os meus irmãos de parte materna é ótimo o nosso relacionamento. Fomos educados juntos, crescemos juntos e nunca senti a indiferença por parte deles, agora os meus irmãos paternos, são os meus piores inimigos”, diz.

Os bens materiais do pai são as razões da péssima relação que Analtina tem com os irmãos, “eles não gostam de mim, têm-me por inimiga por causa dos bens do meu pai”, revela.
Não acredita que a relação com os irmãos venha a melhorar, pelo facto de o tempo já não permitir.

Para a psicóloga Nair Baptista, é normal que nas família haja conflitos porque de certa forma eles contribuem para o crescimento e fortalecimento dos laços familiares. Aconselha aos pais que tenham no seio familiar filhos provenientes de outras relações a saber lidar e gerir esses conflitos, principalmente em caso desses ainda serem crianças,  “é comum existir um ou outro conflito, principalmente quando se trata de crianças ou adolescentes, nesse caso, cabe aos pais encontrar formas de gerir o mesmo, para evitar situações mais extremas”.

No caso desses não darem conta, a psicóloga aconselha os pais a procurarem por ajuda de num psicólogo, “com a terapia familiar ou aconselhamento psicológica, é possível identificar e resolver estes conflitos, desde que todos estejam dispostos a fazer”.