Texto: Jéssica dos Santos


Rui Orlando, que conta com 25 anos, foi vencedor do programa ‘Angola Encanta’ em 2011, de lá para cá o cantor esteve entretanto a dar prioridade à formação, mas agora garante estar mais focado à música, arte da qual confessa já viver dela exclusivamente há dois anos, abriu uma produtora em Portugal, o que dá caminho a novidades este ano, dentre elas o lançamento do álbum.

O artista confessou que após ter ganho o programa televiso ‘Angola Encanta’, decidiu dar sequência à formação e absorver mais conhecimento sobre a música, foi a prioridade estabelecida pelo artista “e definir o que realmente queria”. São alguns dos motivos do desaparecimento após vencer o concurso.

Com um curso intensivo de música em Portugal, que “demorou” um bom tempo para completar, confessa que este o ajudou “bastante”, por alguns motivos teve de voltar para Angola e consecutivamente terminar aqui o seu curso, mas as bases fundamentais conseguiu-a em Portugal.

Rui reconhece que ainda não se sente no auge, mas confessa estar a trabalhar arduamente para lá chegar, segundo ele, está próximo de alcançar essa meta, pois o mais difícil, revela que já passou e ainda está a passar e encontra-se no final dessa caminhada e não pretende parar por aí.

O cantor dificilmente escreve músicas sobre ele, “como se estivesse a passar por aquilo”. Confessa que sempre teve uma alma “muito sensível” para as coisas e normalmente por tocar e compor ajuda-o a ganhar inspiração e acaba por encarnar algumas ideias e sente-se como se fosse ele a viver a situação. No entanto há músicas de assuntos que o artista “nunca” passou, mas às vezes se emociona, é o que Rui defende “pegar na alma e meter dentro de uma canção e mandar para as pessoas”.

Quando compõe Rui, tenta levar em conta os sentimentos dos ouvintes (como se vão sentir ao ouvir a sua música) se ele sente ao escrever é bem provável que o publico também sinta.

Para o cantor, no país “não é fácil sobressair” da música por mais talento que se tenha, “por vezes tens de conhecer pessoas, tal como tudo na vida”, afirmou e acrescentou que “ninguém chega no topo sozinho”, deu exemplo de Michael Jackson, que nem este chegou no topo sozinho (risos), “teve sorte e oportunidade de trabalhar com alguns artistas e isso fruto de trabalho árduo do mesmo”, “ele sempre escreveu e  se predispôs a escrever para outros artistas e mostrar a eles que também tinha algum talento”, explicou, mas está confiante “quando se trabalha muito há sempre alguém que reconhece”.

O cantor não para de gravar e tem recebido cada vez mais convites por parte dos colegas, e surgem oportunidades como a que viveu recentemente em Portugal, onde teve a oportunidade de trabalhar com o cantor cabo-verdiano Mika Mendes e conhecer pessoas do mundo da música que não pensava em conhecer.

Sente-se agradecido por já estar inserido no mercado da música angolana, por ter feito “muitas amizades” e vários trabalhos. Frisou estar agora mais focado nos trabalhos, e concorda que no mercado angolano já se pode viver “perfeitamente” da música, pois ele vive da mesma há quase 2 anos, “quando as coisas são feitas com amor e responsabilidade tu vives da música”.

Para este ano Rui garante novidade, o publico pode esperar “muita coisa boa”, pois o facto de conhecer Samora Sobrinho e Sandro Morgado, parceiros do cantor num projeto, fez com que abrissem a produtora AMG (Amazing Group Music), em Portugal, o grupo ocupa-se no avanço da carreira do artista no que concerne a vídeos e músicas, por enquanto é o único artista na produtora, mas em breve estarão outros artistas a assinarem com a produtora.

Sem previsão para o lançamento do álbum, mesmo tendo músicas suficientes para compor um, Rui Orlando reconhece que as pessoas não estão preparadas para receber seu álbum esse ano, o artista entende que tem de ser reconhecido primeiro, ter o seu espaço garantido, assim sendo, garante que 2017 será dedicado à promoção das músicas e videoclipes e se as coisas correrem bem esse ano, ainda no fim poderá tirar o álbum.