Por: Jéssica dos Santos


 

 

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Luanda deteve 29 indivíduos, dois dos quais de nacionalidade chinesa, por estarem envolvidos na comercialização de 34 mil quilogramas de medicamentos expirados desde o ano 2013.

 

Joaquim Mungongo, inspector chefe do SIC, referiu, em declarações ao Jornal de Angola, que no rol de remédios apreendidos, estão medicamentos que expiraram em 2013 e 2015, e um dos medicamentos é o “complexo de pré-natal”, que, caso fosse comercializado, iria colocar em risco a saúde de grávidas e dos seus bebés.


Para o oficial do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, dificilmente se dá conta de que se trata de medicamentos com o prazo de validade expirado, por apresentarem “uma boa imagem”, devido ao facto de terem sido colocados novos rótulos.

A informação foi avançada à comunicação social pelo chefe do Departamento Central do Serviço de Investigação Criminal de Luanda, inspector-chefe Joaquim Mungongo, que frisou que os medicamentos foram apreendidos numa altura em que estavam a ser comercializados nas proximidades do Hospital Geral de Luanda.


Os rótulos dos medicamentos apreendidos sofreram adulteração nas datas os meliantes já tinham em sua posse mais de 30 mil lotes de medicamentos, cuja etiqueta já dizia que o período de validade apenas terminava este ano.


As datas de caducidade foram apagadas com a utilização de álcool, além de que eles usavam outras “películas colantes”, com o novo prazo de validade, nos frascos dos medicamentos apreendidos, foram também apreendidos os marcadores utilizados na adulteração das datas de expiração dos medicamentos.