Por: Jéssica dos Santos

Fotos: Domineves Anthony


Uma noite repleta de ritmos assim foi a da última quinta-feira, 28, numa Casa 70 lotada, onde estiveram a encantar os artistas Gabriel Tchiema e a brasileira Maria Gadu para o primeiro dia de concertos realizados pela ‘Zona Jovem’, no âmbito do projecto ‘Serenatas à Kianda’. O espectáculo continua esta sexta-feira à mesma hora.

Embora seja a terceira vez de Maria Gadu em Angola, “muda sempre alguma coisa”, observa a cantora, “voltar a Angola é sempre uma oportunidade de edificar a amizade, então tem sempre uma diferença de maior conforto, maior cumplicidade e maior intimidade, eu sinto que toda vez que volto para Angola amplia os nossos laços e é só coisa boa” acrescentou.

“Foi lindo ver o público cantando com a gente, e falo por todos nós”, refere.

“É sempre bom estar em Angola, quero voltar já amanhã (risos), é sempre um prazer imenso e a gente está sempre aberto a conhecer cada vez mais Angola e o continente africano”.

Maria Gadu despediu-se do público com o grande sucesso mais conhecido pelos angolanos: ‘Shimbalaié’.

Gabriel Tchiema apresentou temas antigos, uns com nova roupagem, e alguns temas que irão fazer parte da sua nova obra discográfica.

O artista louvou a iniciativa da organização, que “visa enaltecer essa tal de ‘música alternativa’ que de alguma forma já começa a ter um outro espaço, onde a pessoa pode vir e apreciar esse tipo de música sem ter que esperar muito tempo, bem-haja a iniciativa e julgo que hão de passar por aqui grandes nomes da música angolana e internacional”.

O cantor referiu ainda que “essa crise não nos impede de cantar, então aproveitamos para apresentar o nosso trabalho novo, alguns temas novos para que as pessoas possam ter mais ou menos a percepção do que será o próximo disco”.

“Gabriel para mim é um máximo, é um dos melhores em Angola em termos de música, e eu sou apaixonada pela qualidade da música que apresenta”, exprime-se Dina Simão, uma das espectadoras, que se recordou ainda que  se casou  com a música de Gabriel Tchiema. “Fiz o ‘Nova York Fashion Week’ com as músicas dele, às vezes abro o Sexto Sentido (programa que apresenta) ouvindo Gabriel Tchiema”. A apresentadora entende que ouvir o Gabriel cantar é uma vantagem “muito gratificante” e agradeceu a o encontro dos dois ícones da música lusófona, “é uma forma de engrandecer não só a cultura angolana, mas também a brasileira” frisou Dina Simão.

Pdjeff, uns dos organizadores do evento, explicou à Neovibe que a ideia do projecto, que já vai na sua segunda edição, é homenagear Luanda de forma cantada, “requer muito planeamento, planeamos mais ou menos um ano, por isso é que lançamos dois shows seguidos, e nada é por acaso, trabalhamos arduamente para fazer diferente, o nosso tipo de show é diferente, são shows clássicos”.

Fonte: Neovibe